Investidoras em renda variável alcançam mais de 1 milhão

    Valor também é maior do que o número de investidoras no Tesouro Direto, que bateu 903,6 mil em 2023

    Reprodução: Youtube

    O interesse de mulheres por ativos mais arriscados vem crescendo e fez com que o número de investidoras em renda variável chegasse a 1,3 milhão no ano passado. Os dados foram informados pela B3 nesta sexta-feira (8). O número ainda é bem menor do que o de investidores homens em renda variável, que bateu 3,7 milhões em 2023.

    De acordo com informações do portal InfoMoney, ao longo dos últimos anos, é possível ver o incremento da presença feminina em produtos de maior risco, com o número de investidoras em renda variável saltando de pouco mais de 165 mil para mais de 1,3 milhão em 2023, o que representa um crescimento de 658%. O valor também é maior do que o número de investidoras no Tesouro Direto, que bateu 903,6 mil em 2023, saltando de 251 mil em 2018 – ou seja, uma alta de 260% em cinco anos.

    Também houve mudanças ao longo dos últimos anos em relação ao valor aplicado no primeiro investimento em renda variável, que passou de mais de R$ 3 mil, em 2018, para R$ 167 em 2023 – montante que é mais do que o dobro do alocado por homens na primeira aplicação, que era de R$ 62 no ano passado. Segundo Christianne Bariquelli, superintendente de educação da B3, a queda no valor ao longo dos últimos anos é reflexo da democratização dos investimentos.

    Já o saldo médio das novas investidoras no ano em que começam a investir em renda variável chegou a R$ 26 mil em 2023, bem acima dos R$ 9,8 mil vistos no caso de homens. “A mulher se prepara e dedica mais tempo para aprender e economizar pra fazer esse investimento em renda variável”, observa Bariquelli.

    Entre os produtos preferidos das mulheres estão ações, com quase 952 mil mulheres com alocação nesse tipo de ativo em 2023, seguido pelo Tesouro Direto com cerca de 904 mil. Já o número de investidoras que detinham fundos imobiliários (FIIs) ficou próximo de 642 mil no ano passado. Os dados levam em conta os CPFs das investidoras.

    Outro ponto que chama atenção no estudo é que o produto que mais cresceu entre as mulheres no ano passado foram FIIs, com uma alta de 19,13% na comparação com o ano anterior, seguido pelo Tesouro Direto, que viu um incremento de 11,18% ano contra ano. Segundo especialista da B3 é possível saber através do Tesouro Direto também quanto que ele vai render, apesar de o título sofrer uma oscilação.