IPCA-15: Inflação desacelera em Salvador, mas segue acima da média nacional
O avanço da inflação foi puxado, principalmente, pelo aumento dos preços dos alimentos e da energia elétrica

A inflação na Grande Salvador desacelerou em maio, mas continuou acima da média nacional, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27).
De acordo com o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, o índice em Salvador ficou em 0,69% no mês, abaixo do registrado em abril, quando havia alcançado 1,19%. Apesar da redução, o resultado permaneceu superior ao índice nacional, que foi de 0,62%.
Entre os 11 locais pesquisados pelo IBGE, Salvador teve a quarta maior alta de preços do país, ficando atrás apenas de Goiânia, Fortaleza e Belém.
No acumulado de 2026, a inflação na capital baiana e região metropolitana chegou a 3,54%, também acima da média brasileira, de 3,02%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice da RMS atingiu 4,65%, praticamente igual ao nacional, de 4,64%.
O IPCA-15 mede a variação de preços coletados entre os dias 16 de abril e 15 de maio e serve como indicador prévio da inflação oficial do mês.
O que mais pesou no bolso do soteropolitano em maio
O avanço da inflação na Grande Salvador foi puxado, principalmente, pelo aumento dos preços dos alimentos e da energia elétrica, segundo dados do IPCA-15 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Alimentação dispara e registra maior alta para maio em 25 anos
O grupo alimentação e bebidas subiu 2,04% em maio e teve o maior impacto no índice da RMS. Foi a maior alta mensal dos alimentos em mais de seis anos e o maior avanço para um mês de maio desde 2001.
A alimentação dentro de casa teve aumento ainda maior, de 2,42%, puxada principalmente por:
– leite longa vida: 13,07%;
– tubérculos, raízes e legumes: 22,37%;
– tomate: 18,16%;
– batata-inglesa: 29,94%;
– cebola: 22,93%.
Os dez itens com maiores altas no mês foram alimentos. Entre eles:
– cenoura: 32,72%;
– batata-inglesa: 29,94%;
– cebola: 22,93%;
– batata-doce: 18,40%;
– tomate: 18,16%.
Conta de luz e gás também pressionaram inflação
O grupo habitação registrou alta de 2,36%, a maior entre todos os setores pesquisados. O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 5,97%, além do gás de botijão, com aumento de 4,27%.
Combustíveis ajudaram a segurar inflação
Na contramão, os transportes tiveram queda de 1,41%, registrando a maior redução mensal em quase três anos na RMS. A baixa foi influenciada principalmente pelos combustíveis:
– etanol: -6,52%;
– combustíveis em geral: -3,45%;
– gasolina: -3,38%.
O grupo comunicação também apresentou deflação, de -0,08%, puxada pela queda no preço de aparelhos telefônicos (-0,59%).
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