Itaú é escolhido pelo Bradesco como ‘top pick’

    “Acredito que taxas de juros mais baixas pode apoiar uma potencial reavaliação das avaliações dos bancos neste ano”, diz BBI em nota

    Foto: Reprodução / Facebook

    Depois de dois anos pessimista com setor bancário brasileiro, o Bradesco BBI disse que iniciou 2024 com uma visão construtiva, pois os principais obstáculos que afetaram os fundamentos dos bancos e o desempenho dos preços das ações em 2022 e parte de 2023, como a deterioração da qualidade dos ativos e o ambiente regulatório adverso, parecem ter ficado para trás.

    Ao analisar os últimos ciclos de flexibilização/restrição, observou que os valuations dos bancos brasileiros subiram durante os ciclos de corte de taxas e a se comprimirem durante as altas das taxas de juros. Ou seja, o Preço (P)/Lucro (L) médio dos bancos expandiu 27,1% para 10,8 vezes no ciclo de flexibilização de setembro de 2016 a março de 2018, enquanto o P/Valor Patrimonial da Ação (VPA) expandiu 33,3% para 2,0 vezes no mesmo ciclo de flexibilização, ressaltou o portal InfoMoney.

     

    Com relação à rentabilidade, o BBI prevê que o rendimento líquido dos bancos crescerá, em média, 25% em 2024, com um ROE médio de 18,1%, que está acima dos bancos mexicanos (ex-ROE) e andinos.

    Diante dessa perspectiva, manteve recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 41 para o Itaú (ITUB4), sua principal escolha no Brasil, seguido pelo BTG Pactual (BPAC11), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 46, devido a uma combinação positiva de crescimento mais forte dos lucros e retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) superior.

    O BBI classifica o Santander Brasil (SANB11) como nome menos preferido sob sua cobertura e recomenda venda do papel a preço-alvo de R$ 32, devido avaliação cara e crescimento de lucros mais fraco, finalizou o portal InfoMoney.