Líder do Business Bahia cobra apoio às empresas no pós-quarentena

    'Responsabilidade pela falência das empresas será de todos, independente das suas convicções políticas', alerta Carlos Falcão

    Foto: divulgação

    Medidas de apoio às empresas funcionarão durante a quarentena adotada para combater a pandemia do novo coronavírus, mas depois que a rotina ‘voltar ao normal’, qual apoio está sendo proposto para evitar a falência de empresas? A pergunta-desabafo é do líder do grupo Business Bahia, Carlos Falcão. “Será que todos se esqueceram que as medidas de suspensão de contratos de trabalho e a redução de horas são temporárias? Quem assumirá esse ônus daqui a 60/90 dias? As empresas falidas”, pondera o executivo.

    Assumindo sua “mea culpa” como parte do setor produtivo, o executivo cobra também das entidades de classe empresarial, “em especial as beneficiadas pelo sistema ‘S’, praticamente inertes assistindo às nossas empresas virarem pó”.

    O dirigente do grupo Business Bahia questiona ainda a ausência de incentivos fiscais em ICMS, ISS e IPTU, por exemplo.

    “Onde está o poder de pressão do governo federal para que o dinheiro chegue às empresas? Onde estão as ações desse mesmo governo federal para que os bancos públicos e privados sejam impelidos a reduzirem seus lucros bilionários e flexibilizar as suas análises de risco?”, questiona Falcão.

    O empresário relata que, “vendo o cenário desesperador que vive hoje as empresas no nosso país, independente de seu porte”, começa a questionar o apoio do setor empresarial ao distanciamento social. “Isolamento social, lockdown funcionam, isso está cientificamente provado, e continuarão funcionando. Mas onde o poder público efetivamente consegue trabalhar a saúde e a proteção social em todos os níveis?”

    Segue a íntegra do texto de Falcão:

    Amigos, vendo o cenário desesperador que vive hoje as empresas no nosso país, independente de seu porte, começo a questionar o nosso apoio irrestrito e a nossa obediência cega ao isolamento total, sem que em paralelo tenhamos tido o apoio dos nossos governantes para a manutenção das nossas empresas, em todos os níveis.

    Isolamento social, lockdown funcionam, isso está cientificamente provado, e continuarão funcionando, mas onde o poder público efetivamente consegue trabalhar a saúde e a proteção social em todos os níveis. Assumo também a  “mea culpa”. E não me venham com política partidária!!! A responsabilidade pela falência das empresas, será de *TODOS, independente das suas convicções políticas.

    Onde está o poder de pressão do Governo Federal para que o dinheiro chegue às empresas? Onde estão as ações desse mesmo Governo Federal para que os bancos públicos e privados sejam impelidos a reduzirem seus lucros bilionários e flexibilizar as suas análises de risco? Onde está a preocupação do Governo Estadual que continua cobrando a antecipação tributária e não fornece alternativas de parcelamento ou diferimento do ICMS?

    E a prefeitura de Salvador tão diligente para determinar lockdown e deixar o comércio fechado, mas continua cobrando o IPTU e o ISS, como se nada tivesse acontecido. E as nossas entidades de classe, em especial as beneficiadas pelo sistema “S”, praticamente inertes assistindo as nossas empresas virarem pó.

    Será que todos se esqueceram q as medidas de suspensão de contratos de trabalho e a redução de horas são temporárias? Quem assumirá esse ônus daqui a 60/90 dias? As empresas falidas? ACORDEM!! Vamos deixar de picuinhas políticas, de cada um querer aparecer como “Salvador da Pátria” e unam esforços para salvar vidas, sempre, mas também para salvar nossas empresas.

    Como disse, *TODOS serão culpados, independente da cor da sua bandeira!!