Madero reduz dívida, prevê novas lojas e cogita abrir capital na Bolsa

    Rede prevê expansão com a abertura de novas lojas e um ritmo acelerado de crescimento a partir de 2025

    Foto: Madero/Divulgação

    Após reduzir sua dívida em mais de R$ 100 milhões em 2023 e recuperar as vendas com a volta dos clientes aos restaurantes depois da pandemia, o Grupo Madero prevê para este ano uma expansão dos negócios com a abertura de novas lojas e um ritmo acelerado de crescimento a partir de 2025. As informações são do Estado de S. Paulo.

    Segundo a publicação, entre outubro e dezembro, a receita da empresa foi de R$ 479 milhões, ante R$ 424 milhões no mesmo período em 2022. O lucro da empresa atingiu, no quarto trimestre de 2023, R$ 25 milhões (ante prejuízo de R$ 29 milhões no ano anterior). Em todo o ano passado, a receita líquida ficou em R$ 1,7 bilhão.

    Como opção de captar investimentos para acelerar o crescimento do negócio, a hipótese de fazer uma abertura de capital na bolsa de valores (IPO, na sigla em inglês) não é descartada, apesar de não ser mais uma prioridade. O Madero estava na lista de empresas com interesse em fazer um IPO em 2021, o que acabou não acontecendo após a escalada dos juros tirar o interesse dos investidores por ofertas de ações.

    Fundador e presidente do grupo, Junior Durski afirma que o valor de mercado precificado será um fator condicionante para acelerar uma entrada na bolsa. “No caso de haver uma janela de oportunidade para IPOs, vamos pensar muito. Se o valor for muito bom, faremos. Se isso não acontecer, não. Daqui a três anos a nossa dívida será muito menor do que é hoje. Não precisamos mais encurtar o caminho”, afirma.

    O empresário diz que a empresa descarta totalmente o crescimento por meio de aquisições, prática comum de empresas que levantam recursos quando chegam à Bolsa.

    Ariel Szwarc, diretor financeiro do grupo, diz que a redução do endividamento garante uma melhoria da saúde financeira do negócio.