Maia ironiza proposta de imposto como CPMF: ‘Para enrolar a sociedade’

    Em debate nesta quinta (30), presidente da Câmara criticou criação de novo imposto: "Vamos voltar à equação de 1996 a 2004", disse

    Foto: Maryanna Oliveira/Agência Câmara

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a tentativa do governo Jair Bolsonaro em recriar a CPMF. Durante seminário virtual ‘Indústria em Debate’, realizado pela Folha de S.Paulo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira (30), o parlamentar ironizou a proposta em estudo pela equipe econômica.

    “Minha crítica não é se é CPMF, se é microimposto digital, se é um nome inglês para o imposto para ficar bonito, para tentar enrolar a sociedade. Minha tese é a seguinte: nós vamos voltar à mesma equação que foi de 1996 a 2004, 9% de aumento da carga tributária”, avaliou Maia.

    “Com um PIB de R$ 7 trilhões… R$ 600 bilhões, para que? Para que a sociedade está contribuindo com mais R$ 600 bilhões para o estado brasileiro? Ela melhorou a qualidade da educação? Melhorou a qualidade da saúde?”, acrescentou.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, Maia reforçou que uma nova CPMF não passaria na Câmara, inclusive, ele seria um dos que votariam contra a proposta.

    No debate, o parlamentar avaliou também que o Congresso teria 12 meses para aprovar a reforma tributária, já que a partir do segundo semestre de 2021 as eleições presidenciais começariam a afetar o Legislativo. No entanto, Maia considerou que o ideal seria que as mudanças ocorressem ainda neste ano e incluíssem estados e municípios.

    “Porque se a gente não resolver o ICMS [imposto estadual], a gente não vai estar resolvendo o principal problema que gera as distorções nos impostos de bens e serviços”, acrescentou.