Mesmo com retomada das atividades, intenção de consumo cai 9,9% em 2021

    Em dezembro, ICF recuou 0,8% - segundo mês seguido de queda -, conforme divulgou nesta quarta-feira (5) a Confederação Nacional do Comércio

    Foto: Reprodução Fecomércio-BA

    Mesmo com a retomada de muitas atividades no ano passado, após o avanço das vacinações. a confiança das famílias recuou 9,9% em 2021. O dado foi revelado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), nesta quarta-feira (5). A entidade informou ainda que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,8% em dezembro, já considerando o ajuste sazonal. Foi o segundo mês seguido de queda do indicador.O ICF marcou 74,4 pontos no mês passado, abaixo e longe do nível de satisfação (100 pontos).

    A redução do ano pasado foi menor do que a observada em 2020 (-15,9%), ano em que surgiu a pandmeia de Covid-19. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “o ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergaram uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece”.

    Na avaliação por renda, as famílias com orçamento acima de dez salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com recuo de 5%. Já na faixa com renda abaixo de dez salários mínimos, o indicador atingiu 68,4 pontos (queda de 11,2%).

    Crédito

    Com exceção de Acesso ao Crédito, todos os outros componentes avaliados tiveram recuos com taxas menores do que as de 2020. Segundo a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, essa variação pode ser explicada pelo aumento da taxa Selic ao longo de 2021. “A inflação é um dos fatores que dificultam a recuperação econômica, pois reduz o poder de compra. Além de levar a um aumento dos juros, o que encarece o crédito, que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar renda e manter o padrão de consumo.”