A safra baiana de grãos deve chegar a 11.439.350 toneladas neste ano. O montante representa uma redução de 5,8% (ou menos 708.708 t) em relação ao recorde de 2023 (12.148.058 toneladas).
A estimativa é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia, a previsão de maio se manteve de alta em 14 das 26 safras no estado em 2024.
Frente à estimativa de abril, houve total estabilidade, não sendo registrada nenhuma alteração em relação à previsão da safra baiana de grãos deste ano.
A redução prevista em comparação com a safra recorde de 2023 se dá, principalmente, por causa das estimativas de quedas nas produções das duas safras de milho e da soja.
A produção baiana da 1ª safra de milho neste ano deverá ser de 1.699.590 toneladas, 27,7% menor (ou -650.130 t) do que a safra 2023 (2.349.720 t). Já a 2ª safra do cereal deverá ser de 681.210 toneladas, 8,6% menor (ou -63.990 t) do que a de 2023 (-745.200 t).
Em relação à 1ª safra, a redução da produção de milho na Bahia se dá em razão da queda na área plantada frente a 2023, de 428.000 hectares para 300.500 hectares (-29,8%). Já a 2ª safra apresentou diminuição no rendimento médio, que passou de 2.760 kg/hectare para 2.523 kg/hectare (-8,6%).
A soja, principal produto agrícola baiano, que representa quase dois terços (65,8%) de toda a safra de grãos do estado, manteve, em maio, a previsão de uma produção de 7.532.100 toneladas em 2024, o que representa menos 0,4% (ou -33.840 t) em relação ao colhido no ano passado (7.565.940 toneladas).
A diminuição da produção baiana de soja frente ao ano anterior ocorre diante da queda no rendimento médio, de 3.972 kg/hectare para 3.707 kg/hectare (-6,7%).
Cenário nacional
A queda na produção de grãos na Bahia em 2024 segue o previsto também para o Brasil como um todo. A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ser de 296,8 milhões de toneladas neste ano, segundo a estimativa de maio. Isso representa uma redução de 5,9% frente à obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas). Na comparação com a estimativa de abril houve queda de 0,9% (menos 2,8 milhões de toneladas, de um mês para o outro).
Mesmo com a previsão de colher 5,8% menos em 2024, a Bahia ainda deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,9% do total nacional (mesma participação de 2023). Mato Grosso continua na liderança (29,2%), seguido por Paraná (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,7%).
As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia, a previsão de maio se manteve de alta em 14 das 26 safras, no estado, em 2024.
O maior crescimento absoluto continua o da cana-de-açúcar (+74.400 t, ou +1,4%), seguido pelo sorgo (+47.970 t ou +42,3%, maior crescimento percentual) e pelo algodão (+22.425 t, ou +1,3%). As maiores quedas absolutas devem vir do milho 1ª safra (-650.130 t ou -27,7%, também a maior redução percentual), do milho 2ª safra (-63.990 t ou -8,6%) e da soja (-33.840 t ou -0,4%).

