Petrobras começa semana sob fogo cruzado, do governo ao conselho

    Ações da petroleira enfrentam turbulência por conta do destino do CEO da empresa

    Reprodução: Redes sociais

    Os acionistas minoritários das Petrobras (PETR4) começam a semana com mais dúvidas do que certezas. Se alguém tinha a esperança de que algo fosse definido, sobre o futuro do comando da Petrobras, logo cedo, nesta segunda-feira (8), melhor esquecer, de acordo com informações do portal InfoMoney.

    A reunião que poderia trazer alguma definição sobre a permanência ou não de Jean Paul Prates como CEO da Petrobras, no domingo (7), ou seja, antes da abertura do mercado, foi cancelada, segundo a Reuters.

    O presidente Lula, que tem a palavra final de qualquer definição sobre a cadeira mais importante da Petrobras, teria se irritado com o vazamento da reunião, com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casas Civil, Rui Costa, e declinado.

    Na sexta-feira (5), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, afirmou que a Petrobras contaria com ambiente de “estabilidade” nas próximas horas ou nos próximos dias.

    Conforme a Reuters, uma das fontes ouvidas neste domingo afirmou que a expectativa é de que Prates não “chegue ao final da semana” como CEO.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, um petista histórico, foi citado na última semana entre os cotados para assumir o posto de Prates – o que derrubou as ações da petroleira.

    As conversas sobre eventual saída de Prates ganharam força em meio a embates com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobretudo após debates sobre o pagamento de dividendos extraordinários pela empresa.

    Para hoje, ao final do dia, uma nova reunião está prevista, entre Lula e Haddad. Além da questão da posição de Prates, a questão dos dividendos extraordinários da Petrobras deverá estar na pauta, já que esse dinheiro ajudaria – e muito – o governo na redução do déficit fiscal.