Petroleiros protestam contra venda da refinaria Landulpho Alves e prometem greve

    Ato ocorre na manhã desta quarta-feira em frente à sede da unidade, em São Francisco do Conde (Grande Salvador)

    Foto: Divulgação/Assessoria/RLAM

    Um grupo de funcionários da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde (Grande Salvador), realiza na manhã desta quarta-feira (10) um protesto contra a venda da unidade, arrematada em leilão por US$ 1,65 bilhão, conforme anunciado pela Petrobras na última segunda (8). A oferta foi apresentada pela Mubadala Capital.

    A assinatura do contrato, no entanto, ainda depende da aprovação de órgãos competentes.

    “Nós estamos fazendo aqui uma atividade de reação contra o anúncio, por parte da direção da Petrobras, de privatização da nossa Refinaria Landulpho Alves. É uma medida absurda, que vai prejudicar o conjunto dos trabalhadores, mas que também prejudicará principalmente a sociedade baiana e a sociedade brasileira. Iremos continuar aqui pela parte da manhã para dizer ‘não à privatização da RLAM’ pelo atual governo e pela direção da Petrobras”, diz Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro-BA.

    Segundo o dirigente, o ato, denominado como um “esquenta para a greve dos petroleiros”, conta com forte adesão tanto de trabalhadores do quadro fixo da refinaria quanto de terceirizados. Eles querem a revogação da venda da unidade.

    “Essa atividade começa a construir a greve de resistência por emprego e por direito. Estão vendendo toda a empresa. E, a verdade, não é apenas a RLAM. Os campos de petróleo e outras unidades estão sendo dilapidados. A Petrobras está sendo saqueada”, criticou Costa.

    Em comunicado sobre o processo de privatização em curso, a estatal confirmou que estão em andamento a venda da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais; da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e da unidade de industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.