‘Piora nos indicadores ameaça bares e restaurantes’, alerta Abrasel

    Maior índice desde maio de 2022, pesquisa aponta que 30% trabalharam no vermelho em fevereiro

    Foto:Alan Fontes/divulgação restaurante Di Lucca

    A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) realizou uma pesquisa que mostra um terço das empresas no vermelho em fevereiro, sendo o pior índice desde maio de 2022. Outros 36% trabalharam com estabilidade, e apenas 33% tiveram lucro, uma redução de 10 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

    Entre os que tiveram prejuízo, a queda nas vendas é apontada como o principal motivo para o mau desempenho por 76% dos respondentes; outros 65% citaram redução no número de clientes; 53% indicam alta nos insumos, como alimentos e bebidas; e 45% apontam os empréstimos tomados na pandemia como fator que prejudica o resultado (era permitida mais de uma resposta à questão). Além disso, 40% das empresas têm dívidas em atraso, um aumento de 4 pontos percentuais em relação à pesquisa de fevereiro.

    “Tivemos uma piora do quadro em quase todos os índices medidos. Com dificuldade no desempenho, cresce também o número de empresas endividadas, com impostos atrasados e parcelas de empréstimos em aberto. Apesar disso, em vez de ajuda, recebemos sinalização de que os bares e restaurantes não podem contar com benefícios como o do Perse. É uma situação limite para muitos empreendedores e que pode causar ainda mais perdas para o setor e para o país”, diz o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.