Pós-Covid: FMI sugere que países mantenham apoio a mais vulneráveis em 2021

    Alerta do FMI é feito no momento em que governo ainda não definiu qual programa de transferência de renda substituirá auxílio emergencial

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o Brasil pode conceder mais apoios do que o projetado para 2021, diante da crise decorrente da pandemia do novo coronavírus. No entanto, é necessário que o país faça uma nova priorização de despesas.

    De acordo com informações de O Globo, documento divulgado pela entidade nesta segunda-feira (2), sobre o crescimento do G20 no pós-Covid-19, cita programas de transferência de renda “mais bem direcionados”. É mencionado também cobertura mais ampla de gastos com proteção social, para dar suporte às pessoas mais vulneráveis.

    “Em geral, se as consequências da crise perdurarem, o acesso a bens e serviços essenciais (por exemplo, distribuição de alimentos, saúde e habitação) precisará ser expandido, principalmente em meio ao aumento das taxas de pobreza. Ajuda alimentar aos mais vulneráveis também pode complementar as transferências de dinheiro e proteger os beneficiários contra preços mais altos dos alimentos”, observou o FMI.

    A entidade sugeriu que todas as economias monitorem cuidadosamente os desenvolvimentos econômicos e de saúde pública, para garantir que o apoio não seja retirado rápido demais. Por outro lado, que o suporte seja mantido durante a crise.

    O alerta do FMI é feito no momento em que o governo federal ainda não definiu como estruturar um programa de transferência de renda a partir de janeiro de 2021. Até dezembro deste ano, pessoas em situação de vulnerabilidade têm direito a auxílio emergencial no valor de R$ 300. Entre abril e agosto, o auxílio pago era da ordem de R$ 600.