Presidente da Fieb defende mudança em decisões estratégicas

    Ricardo Alban lembrou vulnerabilidade a ventiladores chineses durante lançamento de um modelo nacional pelo Cimatec

    Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb

    A pandemia de Covid-19 possibilita um novo pensar na indústria brasileira e mundial visando eliminar a dependedência de um ou poucos fornecedores mundiais. A tese foi defendida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, nesta segunda-feira (25), no lançamento de um modelo nacional de ventilador mecânico.

    “As decisões estratégicas precisam ser revistas para que não só o Brasil, mas nenhuma nação seja tão vulnerável”, afirmou, na abertura do evento. O modelo nacional, que vai aprimorar uma tecnologia desenvolvida pela norte-americana Nasa, será desenvolvido pelo Senai Cimatec – integrante do sistema da Fieb – e pelo grupo Russer.

    A NASA realizou chamada pública para licenciar a tecnologia e atraiu 331 empresas do planeta e 30 do Brasil. Destas, 28 foram selecionadas – oito delas dos EUA – para desenvolver o produto. A agência norte-americana liberou a patente do equipamento durante a pandemia, dispensando os royalties.

    Alban ressaltou que o parceiro para o modelo brasileiro também ser um grupo nacional. “Isso mostra a nossa capacidade de resposta”, comentou. Para o presidente da Fieb, o ventilador terá, além da utilidade para a saúde, auxiliará no desenvolvimento da tecnologia e da criatividade da indústria nacional.

    Também no lançamento, Ricardo Alban relatou que o Cimatec produziu 52 mil máscaras Face Shield, 19 mil testes para Covid-19, recuperou 2 mil respiradores antigos e 300 bombas de infusão e desenvolveu o túnel de desinfecção, usado para profissionais de saúde se desparamentasse após o trabalho.