Prévia do PIB do Banco Central indica saída da recessão técnica no Brasil

    IBC-BR constatou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, período marcado pela retomada das atividades pós quarentena

    Foto: Marcello Casais Jr/Agência Brasil
    Foto: Marcello Casais Jr/Agência Brasil

     

    O Brasil saiu da recessão técnica no terceiro trimestre deste ano, segundo indicador da atividade econômica medido pelo Banco Central. A autoridade monetária divulgou nesta sexta-feira (13) que o IBC-Br do período julho a setembro registrou alta de 9,47%.

    A recessão técnica acontece quando a economia registra dois trimestres seguidos ou mais de queda na atividade produtiva. O medidor oficial do desempenho econômico é o PIB, do IBGE, que recuou 5,9% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Ocorreu retração nos dois trimestres.

    Mesmo no IBC-Br, a alta no terceiro trimestre é consequência tanto da base de comparação baixa no intervalo entre abril e junho como na retomada das atividades no comércio e cérviços após fechamento mais rígido na fase inicial da pandemia. Em Salvador, por exemplo, a reabertura começou em 24 de julho.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou o resultado do IBC-Br. “O Brasil está saindo da recessão, o Brasil está voltando com força, e a perda de empregos vai ser menor do que na última recessão. Na hora da maior pandemia, o Brasil está conseguindo atravessar essa onda com uma perda de empregos menor do que aconteceu com as auto-impostas recessões do passado”, disse.

    Projeções

    Para o BC, mesmo com alguma recuperação, o país fechará o ano com queda de 5%. O governo brasileiro trabalha com uma estimativa de 4,7% negativos. Já o Banco Mundial prevê uma queda de 5,4% da economia neste ano e, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 5,8% em 2020.

    Segundo indicadores divulgados pela Folha de S. Paulo, o ritmo mais forte da retomada se encerrou em outubro, com a economia brasileira tendendo a uma estabilidade a partir deste mês e em níveis abaixo de fevereiro, mês anterior à pandemia. Com informações do G1.