A produção de veículos avançou 8,7% em agosto na comparação com julho, chegando a 238 mil unidades ante 219 mil do mês anterior. Em relação a agosto do ano passado, a expansão foi de 43,9%. Já no acumulado do ano a produção chegou a 1.478,6 mil unidades, 4,7% a mais do que o registrado no mesmo período de 2021, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) em São Paulo, pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).As informações são da Agência Brasil.
“Em agosto, pela primeira vez em um ano e meio, conseguimos operar sem nenhuma fábrica completamente parada. O fluxo de semicondutores finalmente começa a melhorar, embora ainda estejamos passando por um período de restrições de oferta”, declarou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.
As vendas de veículos novos subiram 14,6% em agosto ante julho. No oitavo mês do ano foram licenciados 208,6 mil veículos, ante 182 mil de julho, essa foi a primeira vez no ano que o indicador ultrapassou a barreira das 200 mil unidades.
A média diária de 9,1 mil emplacamentos também foi a melhor do ano. Quando comparado com agosto do ano passado, o crescimento foi de 20,7%. Segundo o balanço mensal, de janeiro a agosto de 2022 foram comercializadas 1.308,6 mil unidades, o que representa queda de 8,0% ante o mesmo período de 2021.
Exportações em alta
Em relação às exportações, os dados indicaram, ainda, que tiveram alta de 11,7% em agosto, com a comercialização de 46,8 mil veículos contra as 41,9 mil de julho. Na comparação com agosto de 2021, houve aumento de 58,9% nas exportações. No acumulado do ano tem-se elevação de 32,2%, ao alcançar 335 mil veículos.
As vendas de máquinas autopropulsadas vêm em um patamar elevado. Em julho (último dado apurado) foram 9.130 unidades comercializadas, ligeira queda de 3,4% sobre junho, mas com alta de 16,4% sobre julho de 2021.
No acumulado do ano, o total de 59 mil máquinas agrícolas e rodoviárias vendidas supera em 26,5% o volume dos primeiros sete meses de 2021. Destaque para as máquinas rodoviárias, que, em junho e julho, tiveram os melhores resultados da história, em consequência dos elevados investimentos em infraestrutura.

