A produção industrial baiana, que inclui das indústrias de transformação e extrativa mineral, recuou 5,3% no acumulado de 2020. O dado consta na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (9).
O levantamento, sistematizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), indicou que, em dezembro, o recuo foi de 4% em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2019, foi observado crescimento de 0,4%. Seis das 12 atividades pesquisadas registraram crescimento.
Destaque para a categoria Produtos químicos, com crescimento de 30%, influenciada pela maior fabricação de etileno não saturado, xileno, propeno não saturado, benzeno e polietileno de alta densidade. Também apresentaram resultado positivo Metalurgia (42,3%), Celulose, papel e produtos de papel (8,5%), Couro, artigos para viagem e calçados (14,5%), Produtos de borracha e material plástico (7,6%) e Bebidas (11,0%).
Na variação negativa, destaque para Derivados de petróleo (-11,2%), reflexo da menor fabricação de óleo diesel e de óleos combustíveis. Queda também nas categorias de Produtos alimentícios (-16,0%), Veículos (-9,8%), Extrativas (-7,2%), Produtos minerais não metálicos (-3,85) e Equipamentos de informática, produtos, eletrônicos e ópticos (-15,1%).
A análise trimestral dos dados indica queda de 2,0% no quarto trimestre de 2020, após declínios de 20,9% e 4,3% no segundo e terceiro trimestres do ano, respectivamente. A redução na intensidade de perda observada no total da produção industrial na passagem do terceiro para o quarto trimestre foi impulsionada pelo ganho de ritmo dos setores de Couros, artigos para viagem e calçados (de -20,6% para 6,4%), Produtos químicos (de 6,8% para 29,3%), Celulose, papel e produtos de papel (de 1,2% para 7,6%) e Metalurgia (de -45,1% para -0,7%).

