Prognóstico prevê queda na produção de milho e algodão para 2021 na Bahia

    Mesmo com a queda, a Bahia deverá seguir como segundo maior produtor de algodão, representando 19,6% da produção nacional

    Foto: Fotos Públicas

    A produção baiana de milho e algodão deverá sofrer com a queda da produção na safra de 2021. O segundo prognóstico para a safra mostra que a produção de algodão herbáceo deve passar de 1,475 milhão de toneladas em 2020, para 1,202 milhão em 2021 (-18,5%), uma queda de -0,2% frente ao primeiro prognóstico, que previa uma produção de 1,205 milhão.

    Mesmo com a queda, a Bahia deverá seguir como segundo maior produtor de algodão, representando 19,6% da produção nacional.

    Já o milho baiano mantém as mesmas previsões do primeiro prognóstico, tanto em relação à 1ª safra (de 1,800 milhão para 1,750 milhão de toneladas, -2,8%), quanto à 2ª (de 800 mil para 550 mil toneladas, -31,2%).

    Em nível nacional, o prognóstico da safra 2021 de grãos prevê uma produção recorde de 256,8 milhões de toneladas, 1,9% maior que a de 2020, estimada em 252 milhões.

    A boa notícia boa fica por conta do aumento na produção do feijão e da soja. A produção baiana de soja deve passar de 6,070 milhões de toneladas em 2020 para 6,452 milhões de toneladas em 2021, em um aumento de 6,3%. Enquanto o feijão vai passar de uma produção de 135,9 mil em 2020 para 136,0 mil toneladas em 2021, em um crescimento de 0,1%.

    Caso se confirme, o aumento previsto para a soja baiana em 2021 deve levar a uma safra recorde do produto (6,452 milhões de toneladas), por conta do crescimento de 4,3% da área plantada (de 1,620 milhão para 1,690 milhão de hectares) e de 1,9% no rendimento médio (de 3.746 para 3.818 kg/hectare), contribuindo diretamente para o aumento na produção nacional.