Prolongamento de incentivo pode onerar mais ainda conta de luz

    Estímulos para a geração consumida, estimados em R$ 130 bi, são custeados por demais consumidores

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Reflexo da crise hídrica, as contas de energia devem ter aumento médio de 5% no próximo ano, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quando a bandeira tarifária for a vermelha (a maior), como agora, o valor adicionado à conta terá reajuste de 20%. E o custo deste boleto pode ficar ainda maior devido aos incentivos à geração distribuída, quando a energia é produzida perto de onde é consumida.

    Tramitam no Congresso Nacional projetos que alongam os incentivos para os consumidores que adotaram a geração distribuída, instalando paineis de energia solar. Uma proposta do deputado federal Lafayette Andrada prolonga os incentivos aos 500 mil consumidores que adotaram este modelo por mais 10 anos.

    A conta, em isenção fiscal, totaliza R$ 130 bilhões. Este valor é rateado pelos demais usuários de energia, os consumidores regulados.Os incentivos foram instituídos em 2012, quando o custo dos paineis eram 90% maiores do que atualmente.

    “A tecnologia avançou, por isso temos a convicção de que é hora de a sociedade considerar o fim dos estímulos”, afirmou Antônio Bastos Filho, CEO da Omega, empresa da área de geração de energia. O incentivo à energia distribuída foi criado com a vigência prevista em cinco anos.