Publicado em 24/09/2021 às 15h55.

Renda média do trabalhador brasileiro encolhe e é a menor desde 2017

Desemprego elevado, aumento do trabalho por conta própria e subocupação recorde têm reduzido salários de admissão e dificultado o orçamento das famílias

Redação
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

 

Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19, a recuperação econômica do país segue em ritmo lento. O rendimento médio dos brasileiros com algum tipo de ocupação encolheu neste último trimestre e atingiu o valor mais baixo desde 2017.

O indicador ficou em R$ 2.433 no segundo trimestre de 2021, o que representa uma queda de cerca de 7% na comparação com o mesmo trimestre de 2020 (R$ 2.613) – descontada a inflação do período. O levantamento é da consultoria IDados, baseado nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

Pesquisadores avaliam que o número deve reduzir ainda mais nos próximos meses, em razão do alto número de desempregados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14 milhões de brasileiros estão sem ocupação formal.

Com mais pessoas precisando recorrer a trabalhos informais para equilibrar as contas, a tendência da renda média é cair. A disparada da inflação agrava ainda mais o cenário.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação, atingiu 1,14% em setembro. A taxa é a maior para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

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