São João em casa: comerciantes se reinventam e oferecem kits juninos

    Com a suspensão das festas, empreendedores usam criatividade para atrair clientela

    Foto: Divulgação/Assessoria

    Mais uma vez a pandemia mexeu com a programação junina de muita gente. Assim como no ano passado, os festejos de São João, celebrado em 24 de junho, vão ser dentro de casa e sem aglomerações. Para manter os serviços e resgatar a memória afetiva de seus clientes, empreendedores de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, estão driblando as adversidades com criatividade. E dentro deste cenário têm contado com apoio de empresas como o Assaí Atacadista para ganhar fôlego, ampliar os estoques e seguir apostando na data para aumentar as vendas.

    Anualmente, antes do cenário de saúde pública atual, Edailton Carvalho, proprietário do Bar e Restaurante Aipim & Cia Boteco Cultural, promovia o “Forró Solidário”. Para isso, contratava banda, montava palco para as apresentações, oferecia comidas típicas da época e vendia camisas do evento. Parte dos lucros era revertido em alimentos para doações a instituições filantrópicas. Com a pandemia, Carvalho teve que se reinventar. O “Forró Solidário”, que está na sexta edição, virou uma live e a venda das comidas típicas passou a ser feita através de delivery. O que não mudou foi o cunho social do evento.

    “A cesta – um balaio de palha – contém milho, amendoim cozido, licor, laranja, bolos e outros itens. Cobramos um preço justo e, mais uma vez, vamos converter parte do valor em ação social, beneficiando um asilo do centro da cidade. Eu acho que dá resultado positivo porque a gente não veio aqui apenas para ser servido, mas para servir também”, ressalta Edailton, que abriu o restaurante há sete anos.

    Gisélia Carqueija, dona da Doçuras da Gih, também precisou se reinventar. Ela conta que, embora sem prática, conseguiu se adaptar e migrar as vendas do balcão para as entregas delivery e que em nenhum momento a loja ficou parada. “Antes da pandemia, tínhamos sete colaboradores. Hoje, temos 10”. Segundo ela, isso foi possível porque um pouco antes da pandemia já estava estudando uma forma de também oferecer serviço de entrega em domicílio. “Muitos clientes pediam então eu tinha essa meta. No dia em que a Prefeitura decretou o fechamento do comércio, iniciei o meu delivery, programado desde antes”, destaca Gisélia, que é formada em gastronomia.