Segundo diretor do BC, intervenções no câmbio foram para prover liquidez

    Autoridade diz que interferências foram relacionadas a pontos muito concretos e pontuais

    Foto: Rafa Neddermayer / Agência Brasil

    O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou nesta quinta-feira (5) que a recente intervenção da instituição no mercado cambial não está ligada à defesa de um nível específico ou qualquer motivo semelhante.

    “Estamos em um regime de câmbio flutuante livre, meta de inflação, arcabouço, nada mudou”, afirmou Guillen durante uma palestra por videoconferência na Global Emerging Markets One-on-One Conference, organizada pelo UBS/UBS BB.

    Segundo apurado pelo Estadão e divulgado pela CNN, o Banco Central decidiu intervir no mercado no último dia 20 para conter possíveis oscilações provocadas por saídas durante o rebalanceamento do EWZ, um ETF brasileiro negociado no exterior. A instituição voltou a realizar operações nesta quinta-feira.

    “Ambas foram relacionadas a pontos muito concretos, pontuais. Decidimos prover liquidez”, explicou o diretor, avaliando que houve alguma confusão no mercado com a atuação, mas que nada foi alterado em relação ao papel de intervenção do BC.

    “Foi realmente para evitar qualquer disfuncionalidade no mercado, como é sempre o caso.”