‘Somos em pequeno número’, diz head da Syngenta sobre mulheres no agro

    No início de 2024, Grazielle Parenti assumiu a vice-presidência na Associação Brasileira do Agronegócio

    Foto: Divulgação/Abag

    A nova vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Grazielle Parenti, é uma influência feminina em constante ascensão no agro brasileiro. No início de 2024, assumiu a vice-presidência na Abag, e em fevereiro tomou posse como conselheira de administração e líder do comitê de sustentabilidade e riscos da Alvoar Lácteos, empresa criada com a fusão das marcas Betânia, Camponesa e Embaré, tornando-se a quinta maior companhia de lácteos do país, com capacidade para processar 4,8 milhões de litros de leite diariamente.

    Parenti tem currículo recheado de experiências, que vai das multinacionais a entidades em foi a primeira mulher a assumir a presidência, saga que ela conta em detalhes na entrevista concedida à ForbesAgro. “Mas ainda somos em pequeno número”, diz ela.

    Por isso, sua prioridade no âmbito das relações públicas tem sido destacar o papel da mulher na representação do setor agropecuário e gestão de propriedades rurais, empresas e entidades, buscando aumentar essa participação em números, por onde for, no Brasil e lá fora.

    “Tenho quase 30 anos de carreira e gostaria que tivesse evoluído mais rápido. Pensava que, quando fosse adulta e minhas filhas já estivessem no mercado de trabalho, a vida seria mais fácil para elas. Mas ainda somos em pequeno número. Essa não é uma transformação que acontece em 10 ou 20 anos, leva uma geração, talvez duas”. destaca.

    Ela disse ainda que a valorização e o espaço da mulher no setor são coisas que evoluíram ultimamente. “Comecei a trabalhar como trainee, lá atrás, numa dessas grandes tradings, sai e depois voltei para o agro. Lembro que a gente sempre tinha que parecer com os meninos. Quanto menos diferente, melhor. Hoje, vejo que pelo menos isso mudou. Fico muito feliz”, disse.