O governo federal registrou um superávit de R$ 19,3 bilhões em julho de 2022, ante o déficit de R$ 19,5 bilhões do mesmo mês do ano passado, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (30).
De acordo com o dado, a receita líquida do governo apresentou um avanço de R$ 9,6 bilhões, indicando um aumento de 6,3%.
Já a despesa total caiu R$ 31,2 bilhões, desacelerando 17,9%, ante julho de 2021.
No mesmo mês do ano passado, o governo registrou um déficit de R$ 19,5 bilhões.
Apesar do aumento nas receitas do governo, a redução dos impostos já aparece nas contas públicas. Segundo o relatório, a arrecadação com o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) recuou 21,5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Enquanto isso, a redução do Pis e do Cofins foi de 9,9% e 14,2%, respectivamente. Além do imposto de importação, que registrou queda de 7,1% na receita do mês de julho.
Segundo o levantamento, o destaque positivo da arrecadação foi o avanço das concessões e participações, que teve variação real de 126,1% no período. O governo arrecadou R$ 954 milhões. Além disso, uma alta no recolhimento do Imposto de Renda também foi observada, com aumento de 14,9%, chegando ao valor de R$ 57,06 bilhões em julho deste ano.
Para o Tesouro, o crescimento nesse tipo de arrecadação pode ser reflexo dos aumentos no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), no valor de R$ 6,3 bilhões (+23,6%), e no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no montante de R$ 2,5 bilhões (+15,2%).
Em relação às despesas, julho é o segundo mês seguido que o governo registra uma redução nos gastos com benefícios previdenciários. No relatório do Tesouro, indicou que esse tipo de despesa teve uma queda de 24,5% em julho de 2022, na comparação com o mês anterior.

