União adia venda de ativos para 2021, confirma Salim Mattar

    Equipe econômica pretendia se desfazer de participações em empresas privadas e ações excedentes de estatais

    Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    O governo federal confirmou que adiou para 2021 a venda de ações do governo em empresas privadas ou de participações tidas como excedentes em empresas públicas – para ter o controle em estatais, a União precisa deter mais de 50% da participação acionária. A mudança nos planos foi confirmada quarta-feira (22) pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar.

    De acordo com o secretário, a recessão econômica global desvalorizou o preço dos ativos, inviabilizando qualquer venda neste momento. “Nossa meta ambiciosa era de R$ 150 bilhões, e vocês viram que, depois de fevereiro, não houve venda, nem há clima”, declarou o secretário especial. Diante das incertezas em relação à economia, ele disse que não apresentará uma meta nova.

    Mattar apresentou um balanço do que o governo negociou e do que as estatais deixaram de executar em 2020, antes do início da pandemia. Até o momento, a equipe econômica obteve R$ 29,5 bilhões com estes ativos. Foram R$ 22,5 bilhões na venda de participações do BNDES na Petrobras e na Light, R$ 6 bilhões em desinvestimentos da Petrobras e R$ 1,1 bilhão de venda de ações excedentes da União no Banco do Brasil.

    Para este ano, o governo planejava vender R$ 70 bilhões em participações da União e do BNDES. O secretário disse que elaborará uma nova meta “ambiciosa” de desestatizações para 2021.

    Com informações da Agência Brasil