Entre 2018 e 2019, dentre as três grandes divisões do comércio – varejo; atacado; e vendas de veículos, peças e motocicletas – apenas o varejo apresentou crescimento em número de unidades locais, na Bahia.
O setor impulsionou sozinho o crescimento no número de estabelecimentos comerciais na Bahia no período. O total de unidades comerciais do varejo no estado passou de 72.772 para 75.783, entre 2018 e 2019, ou seja, mais 3.011 estabelecimentos em um ano (+4,1%). Com o crescimento, em 2019 o comércio varejista concentrava 84,4% de todos os estabelecimentos comerciais baianos.
As outras duas divisões tiveram quedas. Veja:
Comércio de veículos, peças e motocicletas caiu de 7.743 para 6.880 (-11,1%).
Comércio por atacado passaram de 7.866 para 7.154 (-9,1%).
Número de trabalhadores
O número de trabalhadores do varejo baiano também cresceu. Veja o comparativo:
Varejo – de 365.677 para 377.814, o que representou mais 12.137 pessoas ocupadas (+3,3%). Além disso, o varejo também é o maior empregador do comércio na Bahia, concentrando 79,4% do total de ocupados no setor
Atacado – de 61.160 para 58.897 (queda -3,7%).
Comércio de veículos, peças e motocicletas – teve crescimento no período, de 37.313 para 38.852 empregados (+4,1%).
Receita
Apesar de liderar nos indicadores positivos do comércio baiano, o varejo também foi quem puxou a perda de receita bruta de revenda entre 2018 e 2019, com uma queda de 4,9%. Veja os números:
Varejo – de R$ 88,230 bilhões para R$ 83,950 bilhões (-4,9%)
Atacado – de R$ 74,224 bilhões para R$ 73,256 bilhões (-1,3%)
Comércio de veículos, peças e motocicletas – de R$ 13,714 bilhões para R$ 15,146 bilhões (registrou aumento de 10,4%)
Mesmo com a queda da receita, o varejo, por ser a divisão mais representativa do comércio nos demais indicadores, também manteve a maior fatia da receita bruta de revenda na Bahia em 2019, com quase metade do valor total (48,7%).

