Varejo baiano tem o segundo pior desempenho do país no primeiro semestre

    Em junho, vendas do setor retraíram em relação a maio (-1,6%) e ao mesmo mês do ano passado (-5,3%); móveis e eletrodomésticos enfrentam retração maior

    Foto: Arquivo/ Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

    As vendas do varejo baiano registraram o segundo pior desempenho no primeiro semestre deste ano, conforme revelou o IBGE nesta quarta-feira (10). A retração acumulada alcançou 4% em relação aos primeiros seis meses de 2021, que ainda enfrentavam fechamento de atividades por causa da pandemia de Covid-19. Apenas o estado vizinho de Pernambuco teve queda maior no período (5%).

    No Brasil como um todo, o varejo acumula aumento de 1,4% nas vendas, nos seis primeiros meses de 2022, com 18 das 27 unidades da federação apresentando alta. A expansão é liderada por Roraima (11,8%), Espírito Santo (8,6%) e Rio Grande do Sul (8,5%).

    Em junho de 2022, as vendas do comércio varejista voltou a cair no estado quando o volume é comparado com o mês anterior (-1,6%). Na série com ajuste sazonal, o setor recuou 5,3% ante o resultado do mesmo mês do ano passado. No comparativo mensal, o desempenho baiano foi o 13º pior entre as 27 unidades da Federação.

    A maior retração e o maior impacto negativo no resultado do semestre vieram do segmento de móveis e eletrodomésticos (-29,1%), que soma resultados negativos seguidos há 12 meses. As vendas neste grupo também tiveram a maior queda do comércio baiano na comparação entre junho22/junho21 (-29,5%).

    O segundo principal impacto negativo no semestre veio dos combustíveis e lubrificantes (-11,5%). O segmento cai seguidamente há 11 meses e também teve resultado negativo na comparação entre junho22/junho21 (-17,9%).

     

    Gráfico varejo Bahia primeiro semestre 2022