Em maio de 2023, as vendas do varejo na Bahia caíram 2,5% em relação ao mês anterior (abril), na comparação com ajuste sazonal, depois de terem registrado variações positivas por dois meses seguidos (0,6% de fevereiro para março e 0,5% de março para abril).
Com este recuo, o volume de vendas do comércio varejista na Bahia seguiu abaixo (-5,5%) e se distanciou ainda mais do patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de COVID-19 (a diferença estava em -3,1% em abril de 2023).
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
O recuo das vendas do varejo baiano, na passagem de abril para maio, foi mais intenso do que o verificado no Brasil como um todo (-1,0%), num mês em que 23 dos 27 estados registraram quedas.
Somente Tocantins (1,8%), Minas Gerais (0,4%) e Maranhão (0,4%) tiveram altas nessa comparação, e Amazonas ficou estável (0,0%). Por outro lado, as retrações mais intensas ocorreram em Alagoas (-5,9%), Rondônia (-5,3%) e Paraíba (-4,6%). A Bahia ficou com a 19a variação.
Já na comparação de maio/23 com maio/22, o volume das vendas do varejo na Bahia teve seu sétimo crescimento consecutivo (1,5%). O resultado foi melhor do que o nacional (-1,0%), num cenário de altas em 16 dos 27 estados.
As maiores taxas, nesse confronto, foram registradas em Tocantins (17,1%), Maranhão (12,2%) e Mato Grosso (6,0%). Por outros lados, as maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Sul (-4,8%), em Rondônia (-4,6%) e no Piauí (-4,5%). O varejo baiano teve o 11º melhor resultado do país.
Com o desempenho de maio, as vendas do varejo baiano se mantêm em alta (3,2%) no acumulado nos primeiros cinco meses de 2023, frente ao mesmo período de 2022. O resultado segue superior ao nacional (1,3%). Dentre os 27 estados, 20 avançam, liderados por Tocantins (23,3%), Maranhão (10,0%) e Roraima (8,4%).
Já no acumulado nos 12 meses encerrados em maio, o varejo baiano ainda segue no negativo (-0,6%), a 6ª maior queda do país. No Brasil como um todo, esse indicador tem crescimento de 0,8%, também com avanços em 20 dos 27 estados, liderados por Paraíba (15,6%), Roraima (9,9%) e Amapá (9,1%).
Em maio/23, aumento das vendas é concentrado em 3 das 8 atividades do varejo baiano, puxadas pelos combustíveis (+29,4%)
Em maio, o crescimento no volume de vendas na Bahia frente ao mesmo mês de 2022 (1,5%) foi concentrado em 3 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui o comércio de automóveis, material de construção e atacado de alimentos).
Os maiores crescimentos, em magnitude da taxa e relevância para o resultado geral do estado, vieram dos combustíveis e lubrificantes (29,4%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,6%). Os combustíveis apresentaram seu décimo crescimento seguido (em alta desde agosto de 2022), já as farmácias tiveram um segundo aumento consecutivo das vendas.
O terceiro segmento com resultado positivo em maio, no estado, foi o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,9%), cujas vendas cresceram pelo oitavo mês consecutivo e têm o melhor desempenho do varejo restrito no ano de 2023 (alta acumulada de 29,2%).
Por outro lado, dentre as 5 atividades em queda, as que mais ajudaram a frear o crescimento geral do varejo baiano no mês foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (-21,7%), que recua seguidamente há 14 meses e teve novamente a maior queda; e tecidos, vestuário e calçados (-16,9%), numa segunda retração consecutiva.
Vendas do varejo ampliado na BA recuam de abril para maio (-2,3%), mas têm o 3º maior crescimento do país frente a maio/22 (11,5%)
Em maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano caiu frente a abril (-2,3%), na série livre de influências sazonais. Foi o primeiro recuo depois de seis meses de altas consecutivas, num resultado abaixo do verificado no Brasil como um todo (-1,1%) e o 16o entre os 27 estados.
Já na comparação com maio de 2022, as vendas do varejo ampliado na Bahia mostraram crescimento (11,5%) bem superior ao do Brasil como um todo (3,0%) e o 3º melhor resultado do país, abaixo apenas de Tocantins (19,4%) e Pará (15,7%).
O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças; material de construção; e, a partir de janeiro de 2023, do atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.
No confronto com maio de 2022, o crescimento do varejo ampliado baiano se deu, mais uma vez, exclusivamente pelo aumento das vendas do atacado de alimentos (61,2%), já que veículos (-10,0%) e material de construção (-0,6%) seguiram em queda.
No acumulado nos primeiros cinco meses de 2023, as vendas do varejo ampliado na Bahia apresentaram crescimento (6,2%), num ritmo superior ao nacional (3,1%). Porém, nos 12 meses encerrados em maio/23, as vendas do varejo ampliado no estado se mantêm em queda (-3,8%), em um resultado bem abaixo do nacional (0,2%) e o 2º pior entre os estados, só acima de Pernambuco (-9,4%).

