Yduqs: queda pós-balanço é oportunidade de compra de ações

    Apesar de reiterar recomendação de compra, o banco cortou o preço-alvo de R$ 28,50 para R$ 27

    Imagem: Reprodução/ Youtube

    O JPMorgan reiterou recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a ação da Yduqs (YDUQ3), apontando que enxerga a desvalorização após a divulgação de resultados como um bom ponto de entrada.

    Segundo informações do portal InfoMoney, os analistas do banco lembram que a Yduqs foi a primeira grande empresa a retomar a geração de caixa já em 2023 e deve expandir isso em 2024, oferecendo um rendimento de 8,6% de Fluxo de Caixa Livre (FCF), ajudado pela expansão do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e pela redução das despesas com juros líquidos, enquanto o capex permanece estável.

    Em 2023, a companhia gerou R$ 112 milhões em fluxo de caixa livre para o patrimônio (calculado pelas mudanças na dívida líquida ajustada pelos dividendos), representando 2,0% de sua capitalização de mercado atual e o banco espera que isso se expanda para R$ 480 milhões em 2024 e R$ 702 milhões em 2025 (rendimento de 12,6%), principalmente impulsionado pela expansão do Ebitda e redução nas despesas com juros devido à queda das taxas e desalavancagem, além de uma expectativa de menores itens não recorrentes. Já o capex deve permanecer em R$ 470 milhões, conforme o guidance da empresa.

    Segundo o relatório, o crescimento será impulsionado por premium e digital, gerando R$ 195 milhões de Ebitda extra. O JPMorgan projeta uma expansão de receitas de 10% ano a ano em 2024, com o Premium subindo 17% liderado pela maturação, e as receitas digitais aumentando 10% ano a ano, principalmente em linha com expectativa de crescimento da base de alunos e contribuição de ingressos limitada.

    O banco também espera alguma aceleração vinda do campus, com aumento de 5% neste ano em comparação com 3% no ano passado, principalmente devido a tendências de melhoria na base de alunos, que devem expandir pela primeira vez desde 2015. Além disso, o banco prevê um aumento pequeno de 0,5 ponto percentual (pp) nas margens, com Ebitda ajustado subindo 11% ano a ano em 2024.

    Já as despesas com juros devem cair R$ 125 milhões ao longo do ano, impulsionadas por uma redução nas taxas de juros e também pela queda na alavancagem, que deve cair de 2,1 vezes Dívida líquida/Ebitda para 1,6 vez até o final de 2024. Analistas também projetam lucro de R$ 75 milhões para 2025, à medida que a alavancagem diminui para 1,2 vez.