‘A gente não brinca de fazer música’, diz vocalista do Mastruz com Leite

    Artista criticou a nova leva do sertanejo durante sua passagem pelo Arraiá do Galinho "A galera não é burra"

    Reprodução: Bahia.ba
    Reprodução: Aratu Online
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    Como resumir cerca de 30 anos de história em quase 40 minutos de show? Coloca pout-pourri que dá certo. Essa foi a fórmula usada pela banda Mastruz Com Leite, que se apresentou na última sexta (8) no Arraíá do Galinho.

    Uma das bandas mais tradicionais do Nordeste, o grupo encheu o coração do público do Arraiá de nostalgia com os maiores sucessos da carreira, colocando o Parque de Exposições em peso para dançar o forró raiz. “Pra gente é muito bom tá aqui, porque além da tradição a gente é muito bem recebido”.

    Durante a coletiva, o grupo revelou o motivo da banda continuar conquistando corações mesmo com tantas reformulações na música. “Mastruz com Leite mantém a tradição, a gente toca música romântica no nosso ritmo, não tocamos essa coisa de sofrência porque o patrão não gosta e não é a praia da banda. Então entra cantor, sai cantor e a gente continua do mesmo jeito, até porque música boa não morre” afirma Neto.

    Vanderson completa. “O mastruz com leite tem a glória dos fãs serem fiéis. Então com esses 30 anos de história vem fazendo o mesmo forró das antigas e o pessoal antigo vem acompanhado, mas também tem o pessoal novo, até porque música boa não morre, não é”.

    Sem deixar a tradição de lado, a banda além de manter os fãs fieis vem conquistando um novo público ao resgatar o romantismo do forró das antigas.

    Questionados pelo bahia.ba sobre a relação da banda com os fãs mais novos e os novos estilos advindos do sertanejo e do forró, Neto exaltou o ‘bom gosto’ dos seguidores da banda, sem deixar de criticar a nova leva de artistas que vem fazendo música por aí.

    “A galera não é burra, tem gente que ouve sertanejo, que não é sertanejo. Forró universitário que não é forró. Então, a galera curte, mas tem ideia do que é música boa e música ruim. Simplesmente, a música ruim a pessoa vai para beber e pela levada, mas eles têm o senso de ouvir a letra e a melodia e ver que o que é musica boa. A nossa música vai de geração a geração”, afirmou o vocalista.

    Que ainda completou: “A gente não brinca de fazer música, a gente tem o maior cuidado do mundo quando vai fazer um repertório para fazer um CD. A gente pega músicas com a certeza de que a galera vai curtir por anos e anos. Não colocamos músicas que daqui a um mês, dois meses, a galera vai esquecer. Não existe mais ficar brincando de fazer musicas”, ao falar sobre o diferencial da banda.