Alceu Valença defende forró raiz e exalta mestres da música nordestina

    Em entrevista ao Bahia.ba, cantor comentou releituras modernas e reforçou amor pelo forró tradicional

    Foto: Luiza Gonçalves / Bahia.ba

    Durante os festejos do São João da Bahia, no Pelourinho, em entrevista exclusiva ao Bahia.ba, o cantor Alceu Valença comentou o crescimento de novos artistas no gênero e as adaptações feitas em clássicos da música nordestina.

    Questionado sobre as mudanças promovidas por parte da nova geração, Alceu adotou um tom direto ao falar sobre autenticidade dentro do movimento forrozeiro.

    “Quem faz forró, faz. Quem não faz, não faz”, resumiu o artista ao responder à reportagem.

    Para o cantor pernambucano, o mais importante é preservar a essência dos ritmos que ajudaram a construir a identidade cultural do Nordeste ao longo das décadas.

    Durante a conversa, Alceu destacou que seu compromisso com a tradição permanece vivo em cada apresentação realizada durante o período junino. Segundo ele, o espetáculo apresentado no São João segue valorizando elementos que marcaram a história da música nordestina.

    “Esse show que vou fazer aqui é um show de forró, é um show de São João”, afirmou.

    Ao defender a força da cultura popular nordestina, o cantor também fez questão de homenagear nomes considerados fundamentais para a construção do gênero. Entre os artistas citados por Alceu estão Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, referências que ajudaram a popularizar ritmos como forró, baião e xaxado em todo o país.

    “Viva Jackson do Pandeiro, viva Gonzagão e viva todos aqueles que fazem o forró verdadeiro”, declarou.

    Considerado um dos maiores representantes da música nordestina contemporânea, Alceu Valença segue como uma das atrações mais aguardadas do São João da Bahia, mantendo vivo o seu legado de tradição, identidade cultural e a paixão do público pelo autêntico forró.