Anitta anuncia voto em Lula e detona bolsonarismo: ‘Fanatismo’

    Artista se classificou como "ingênua" por acreditar na vitória do petista no primeiro turno

    Foto: Reprodução / TV Brasil

    A cantora Anitta manifestou na tarde desta sexta-feira (9) apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. Em um vídeo compartilhado no Instagram, a artista se classificou como “ingênua” por acreditar na vitória do petista no primeiro turno.

    “Eu confesso que esse ano eu fui bem ingênua, estava convicta de que o Lula ia ganhar no primeiro turno por uma arrogância minha mesmo de achar impossível em 2026 a maioria do país ainda dar credibilidade ao bolsonarismo”, disse a cantora.

    A artista também comentou sobre a dificuldade da população em se aprofundar em debates políticos complexos no dia a dia e ressaltou o papel das redes sociais no cenário atual. Segundo Anitta, a extrema-direita utiliza a simplificação das redes para confundir o eleitorado com debates superficiais e apelo religioso.

    “A internet, ela parece ser uma ótima solução para simplificar os assuntos, mas para questões muito complexas é impossível uma resposta ser simples assim. A política é complexa e isso parece ter sido feito de propósito. O bolsonarismo, ele vive de um mercado que influencia a população através das redes sociais com base religiosa, radical e que usa de toda essa complexidade para confundir o cidadão, que traz temas para viralizar e conseguir voto através de fama”, destacou.

    Durante o seu posicionamento, Anitta teceu críticas ao bolsonarismo, que tem como candidato à Presidência da República o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Eu não chamo o bolsonarismo de direita, não chamo. Chamo de bolsonarismo, porque a direita ela sempre existiu e as coisas não eram assim. A direita e a esquerda de verdade apresentavam propostas reais de governo e aí o cidadão escolhia um lado ou outro lado, pronto. O bolsonarismo não, o bolsonarismo idolatria a um país estrangeiro, incita a briga entre as pessoas, [apresenta] fanatismo a um governo estadunidense ao ponto de entregar o nosso país e toda a nossa riqueza nas mãos de um cara que tá cagando e andando para o Brasil e para o povo brasileiro. E o pior mau-caratismo de todos, que para mim […] é misturar religião com política. É fazer o povo acreditar que partido político é uma escolha entre família, Jesus Cristo e a promiscuidade, o capeta… nem sei qual é a outra opção. Isso devia ser considerado crime”, acrescentou.