Belô Velloso celebra memórias de Myriam com show na Flipelô

    Cantora apresenta adaptação de “Bossa Axé” na abertura da Flipelô

    Foto: Luiza Gonçalves / bahia.ba

    A cantora Belô Velloso se apresentou na noite desta quarta-feira (5) na abertura da Flipelô, no Centro Histórico de Salvador. Logo após sair do palco, a artista conversou com o bahia.ba e revelou a emoção do momento, além de destacar a apresentação foi feita inserindo os pemas da poeta, jornalista, escritora e gestora cultural, Myriam Fraga, que foi a idealizadora da Festa Literária Internacional do Pelourinho.

    O espetáculo apresentado integra uma adaptação de seu show “Bossa Axé” e os poemas de Myriam que foi a homenageada. Belô destacou a emoção que sentiu no palco: “Eu saí agora do palco, então estou bem emocionada ainda e cheia de canções e poemas na cabeça. Na verdade, o que foi feito foi uma adaptação do meu show, Bossa Axé, meu novo show, que foi pouco adaptado”.

    A cantora também ressaltou a sintonia entre a música e os poemas escolhidos para a apresentação. Segundo ela, a construção aconteceu de maneira natural e criou uma conexão entre as duas expressões artísticas. “A gente conversou muito naturalmente, harmonicamente, com os poemas da Myriam. Foi uma coisa incrível”, ressaltou.

    A relação de Belô com Myriam Fraga também foi marcada por lembranças familiares, com a mãe de Belô que leva o nome do espaço infantil do festival. A artista contou que conhece a poeta por influência da mãe, Mabel Velloso, e relaciona essa memória à trajetória da própria Flipelô.

    “Conheci Myriam Fraga com minha mãe, a Flipelô tem um ‘espaço infantil Mabel Velloso’ [a mãe de Belô]. Então, assim, é muita memória, muita memória afetiva e muita vontade de futuro. É muito bom estar aqui, sabe? Cada dia mais bonita, cada ano mais bonita a Flipelô. Pô, viva a Bahia!”, disse saudosa. 

    Peso do nome Velloso na cultura

    Belô também comentou sobre o peso de carregar o sobrenome de uma família reconhecida pela contribuição à cultura, à literatura e à música. Para a cantora, apesar da convivência com a arte desde, o que tornou a infância maravilhosa, ela disse que existe o peso dessa responsabilidade.

    “É muita responsabilidade, né? Mas aí também tem um lado maravilhoso que é eu cresci nesse mundo, eu cresci nesse meio, onde se valoriza muito a cultura, a literatura, a música, a arte de uma maneira geral”, declarou.

    Ao falar sobre sua trajetória, a cantora reconheceu que levou tempo para lidar com a cobrança e encontrar uma relação mais leve com a própria carreira, que era somente dela. “Eu acho que eu demorei muito tempo para tirar esse peso da responsabilidade das costas e agora o meu trabalho. Só meu”, afirmou.