Publicado em 18/07/2019 às 21h00.

Bolsonaro: ‘Não posso admitir que façam filmes como o da Bruna Surfistinha’

Presidente está insatisfeito com a política de fomento a produções audiovisuais que, segundo ele, fazem ativismo

Redação
Foto: Arquivo Pessoal/Instagram
Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira (18) não admitir que dinheiro público seja destinado a filmes “como o da Bruna Surfistinha”, em referência à produção do diretor Marcus Baldini e cuja atriz Deborah Secco foi protagonista.

O tipo de recurso a que Bolsonaro se refere é captado por meio da Ancine (Agência Nacional do Cinema), órgão que ele pretende deslocar do Rio de Janeiro para Brasília, segundo a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo

Em evento de comemoração pelos 200 dias de governo, o presidente criticou o patrocínio federal a produções audiovisuais que, segundo ele, fazem “ativismo”.

“Agora pouco, o [ministro da Cidadania] Osmar Terra e eu fomos para um canto e nos acertamos. Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Ele apresentou propostas sobre a Ancine, para trazer para Brasilia. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir em respeito às famílias. É uma coisa que mudou com a chegada do governo”, disse o presidente.

Conforme a Folha, Bolsonaro assinou hoje decreto transferindo o Conselho Superior do Cinema, responsável pela formulação da política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil.

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