Inaugurado no último dia 2, o Centro Cultural Novo Mané Dendê começa agora uma nova etapa: transformar a estrutura recém-entregue em um espaço de circulação para artistas, grupos e produtores culturais do Subúrbio Ferroviário de Salvador. Administrado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), o equipamento conta com salas para formação, ensaios e criação artística.
A estrutura também abarca um teatro com capacidade para 272 pessoas. A proposta é ampliar o acesso da população da região à produção cultural e criar um novo ponto para apresentações de médio porte na cidade.
No térreo, o espaço possui foyer, bilheteria, sala de leitura, duas salas multiuso, sala de dança, sala de música e sala de informática. Já no piso superior, além de uma área destinada a exposições, fica o Teatro Padre Gaspar Kuster, equipado com quatro camarins, palco automatizado e estrutura de iluminação, som e audiovisual.

A expectativa é que o espaço também funcione como ponto de encontro para uma região que já revelou nomes como Léo Santana, Araketu e Marvim, além de projetos e instituições culturais.
Primeiras atividades começam em outubro
A ocupação será feita de forma gradual. Neste sábado (10), o centro recebe o Salvador Cidade das Crianças, com atividades voltadas ao público infantil.
A Secult também firmou parceria com o Balé Folclórico da Bahia para realizar oficinas de dança, percussão e teatro, incluindo atividades do Balé Jr., voltadas a crianças e adolescentes. A programação ainda prevê espetáculos da companhia e participação de artistas e grupos locais.
Em novembro, o equipamento receberá ações do Salvador Capital Afro, com atividades formativas e apresentações artísticas.
Também estão previstos os Giros Mané Dendê, iniciativa que pretende levar artistas, produtores, criadores de conteúdo e outros profissionais para conhecer a estrutura do espaço.
Comunidade vai participar da definição da programação do Novo Mané Dendê
Apesar das primeiras atividades já previstas, a forma como o Centro Cultural será ocupado a longo prazo ainda está em construção.
A partir da segunda quinzena de outubro, a Diretoria de Cidadania Cultural da Secult pretende promover o Escutando Nossa Cultura, com rodas de diálogo envolvendo agentes culturais e outros atores sociais do território.
A proposta é usar esses encontros para ouvir a comunidade e ajudar a definir as ações que serão implantadas no equipamento.
Ao bahia.ba, no entanto, a Secult ainda não detalhou se haverá edital, chamamento público ou credenciamento específico para artistas e coletivos interessados em ocupar o espaço, nem como serão realizadas eventuais contratações remuneradas de artistas locais.
Também não foram informadas, até o momento, as regras para utilização do centro por produtores externos ou uma periodicidade fixa para a programação cultural.
Além das atividades artísticas, o espaço também deverá receber ações de qualificação profissional, inclusão digital, empregabilidade e geração de renda, em parceria com a Semdec.
O Centro Cultural integra o projeto Novo Mané Dendê, que reúne intervenções de urbanização, saneamento, habitação e equipamentos públicos nos bairros de Alto da Terezinha, Ilha Amarela, Itacaranha, Plataforma e Rio Sena.

