Publicado em 15/04/2026 às 10h33.

Com Gilberto Gil, Emicida e Jorja Smith, Afropunk revela primeiros nomes

Festival passa por Rio, Recife e Salvador e reforça conexão entre cenas da música negra contemporânea

João Lucas Dantas
Foto Emicida: Walter Firmo/ Divulgação
Foto Gil: @iudi/ Divulgação
Foto Jorja: Divulgação

 

O Afropunk Brasil, realizado pela IDW Company, retorna em 2026 reafirmando sua proposta de levar a música negra contemporânea para diferentes cidades do país, ampliando conexões entre artistas, territórios e públicos.

A expansão foi apresentada nesta terça-feira (14), durante o IDW Movimenta, summit realizado na Casa de Francisca, no centro de São Paulo, em um encontro fechado para convidados e profissionais da indústria criativa.

Na ocasião, as sócias da IDW Company, Ana Amélia Nunes e Potyra Lavor, revelaram as cidades que receberão o festival, além dos primeiros nomes confirmados para a edição de Salvador.

A jornada começa no dia 27 de junho, no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, com uma edição do Afropunk Experience.

Em seguida, o evento passa por Recife, no dia 12 de setembro, na UFPE, também no formato Experience, e retorna a Salvador nos dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições, que recebe a edição principal do festival.

É nesse contexto que chega a primeira leva de nomes confirmados. Entre eles, Jorja Smith ganha destaque como uma das principais vozes do R&B contemporâneo. A artista britânica construiu uma trajetória sólida com músicas que transitam entre soul e outras influências da música negra global. Seu retorno ao Brasil acontece em um momento de maturidade artística, reforçando o olhar internacional do festival.

Ao lado dela, o line-up estabelece um diálogo entre diferentes momentos da música brasileira. Gilberto Gil representa o elo entre passado e presente, chegando ao festival após o encerramento da turnê “Tempo Rei”, que celebrou mais de 60 anos de carreira. Já Emicida reforça seu papel como uma das vozes mais relevantes do rap nacional, com o recente Emicida Racional Vol. 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores (2025).

A curadoria também destaca a força das sonoridades regionais. Gaby Amarantos chega com a energia do projeto Rock Doido (2025), levando ao palco uma performance marcada por referências ao tecnobrega, estética pop e elementos da cultura paraense.

Em paralelo, Lazzo Matumbi surge como uma das vozes fundacionais da música negra baiana, com uma obra que atravessa o samba-reggae e se estabelece como ponte entre tradição, espiritualidade e identidade cultural.

Apontando para novos caminhos da cena, NandaTsunami aparece como um dos nomes da nova geração. Com o álbum de estreia É Disso Que Eu Me Alimento (2025), a artista mistura rap, funk e moda, construindo uma performance que dialoga com estética, atitude e narrativa.

O Afropunk Brasil ocupa hoje um lugar central entre os maiores festivais de música do país. Em 2025, a plataforma — que passou por São Luís, Rio de Janeiro e Salvador — reuniu mais de 75 mil pessoas e impactou mais de 12 milhões, demonstrando que a experiência vai além dos palcos. O evento também se manifesta na forma como o público ocupa o espaço, criando uma vivência coletiva e artística.

O movimento aponta ainda para um crescimento contínuo. Para 2027, estão previstas edições em Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador. Já em 2028, o circuito deve passar por Brasília, Porto Alegre e novamente Salvador.

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Repórter no portal Bahia Econômica. Atualmente, repórter de Cultura no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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