‘Como Deus pode estar acima de mim, que não creio?’, diz ator sobre lema de Bolsonaro

    Em entrevista, Pedro Cardoso disse ainda que sempre foi de esquerda e que não ficou rico com Agostinho Carrara: "Globo é o capitalista naquele negócio'

    Foto: Reprodução/Jovem Pan

    Depois de ressurgir nas redes sociais em uma petição online que pediu a presença de Agostinho Carrara no GTA VI, o discreto Pedro Cardoso voltou a aparecer com declarações contundentes contra o governo Bolsonaro e a “capitalista” Rede Globo.

    Em entrevista ao programa “Provocações”, da TV Cultura, comandado por Marcelo Tas e exibido na última terça-feira (23), o ator reafirmou que sempre foi de esquerda e criticou o slogan do governo, criado na campanha presidencial: “Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos”.

    “Como Deus pode estar acima de mim que não creio em Deus? Como alguém pode dizer para mim que o Deus dele está acima de mim?”, questionou, se referindo ao atual governo como um “fascismo vigente” no país.

    Aos 56 anos, Cardoso diz que não ficou rico com o personagem em “A Grande Família”, interpretado por ele por mais de 12 anos e considerado o de maior relevância em sua carreira. Segundo informações da Folha de S. Paulo, ele afirmou que quem enriqueceu com sua força laboral foi apenas a Rede Globo, já que mesmo com o sucesso do eterno Agostinho Carrara, ainda hoje precisa trabalhar para se manter.

    “A Rede Globo é o capitalista naquele negócio, é quem tem possibilidade de ficar rico. Tenho 56 anos e não tenho uma economia que me possibilite não trabalhar. Venho ao Brasil trabalhar pelo dinheiro da bilheteria”, contou Pedro, que atualmente reside em Portugal.