Curador exalta mistura de ritmos na programação do Festival de Verão

    Zé Ricardo apontou que a riqueza rítmica e a alta exigência da plateia baiana exigem uma constante reinvenção a cada edição

    Foto: Marcos Flávio/bahia.ba

    Responsável pela curadoria de alguns dos maiores eventos de música do Brasil, o diretor artístico Zé Ricardo detalhou os desafios e as diretrizes criativas para a montagem do Festival de Verão de Salvador 2027. Em um cenário onde a capital baiana se torna o epicentro cultural do país no mês de janeiro, o curador destacou que a competitividade da marca passa pela capacidade de provocar o público e propor encontros inéditos fora do circuito tradicional de shows.

    Ao analisar as particularidades de produzir o evento em Salvador, Zé Ricardo apontou que a riqueza rítmica e a alta exigência da plateia baiana exigem uma constante reinvenção a cada edição.

    Veja também: Ju Moraes antecipa clima de verão e celebra Festival de Verão

    “Salvador é uma cidade muito rica culturalmente, com uma oferta muito grande de música, de ritmos e de estilos musicais, além de um público que recebe grandes atrações do Brasil inteiro o ano todo”, contextualizou Zé Ricardo. “Em janeiro acontece a maior concentração de música e de artistas do país inteiro aqui em Salvador. Então tem um desafio muito grande de você surpreender, de provocar e de trazer algo que ressignifique a história do Festival de Verão. Todo ano é um desafio, mas é uma honra e um prazer imenso”.

    Inovação para manter a competitividade na Bahia

    Questionado sobre como o Festival de Verão se posiciona diante do intenso calendário de grandes eventos que movimentam o estado no período que antecede o Carnaval, o curador explicou que a força do projeto reside em fugir de fórmulas repetitivas e oferecer experiências de curadoria exclusivas.

    “O festival se mantém competitivo inovando, trazendo coisas que não são óbvias, propondo novas ideias e novos encontros”, explicou o curador. “As pessoas entenderam que o Festival de Verão é um lugar onde elas não vão encontrar o óbvio — a coisa que já tem no Carnaval ou em outro lugar, e que é maravilhoso também. A pessoa vem para descobrir coisas que nem sabia que queria tanto. Um festival não é sobre o que você já sabe; é um lugar de descoberta, de novas propostas e para quem está antenado no melhor que a música tem para oferecer”.

    Spoilers do FV 27

    Embora a grade oficial de atrações seja mantida sob sigilo, Zé Ricardo adiantou a essência conceitual trabalhada pela equipe de produção para o Festival de Verão de 2027. Segundo o curador, a próxima edição aliará a diversidade de gêneros que marca a identidade do evento a uma valorização marcante da música nordestina e da MPB.

    “O Festival de Verão deste ano vai fazer uma das suas melhores edições. A gente está com um line-up muito rico, muito plural e com artistas icônicos”, revelou Zé Ricardo. “Ele tem o mesmo sabor do axé, do pop e do forró, além de uma presença muito grande de artistas do Nordeste — são seis artistas baianos. E o público vai se surpreender porque o evento virá com um sabor de MPB muito delicioso. É uma novidade que vai causar um abraço muito grande do público baiano”, concluiu.