Além de vender peças, o Poppy Bazaar tem o intuito de “contar histórias”. É o que diz Cristiane Freitas, fundadora do espaço de collab de brechós, localizado no Porto da Barra, em Salvador, assim como uma das precursoras do movimento brecholeiro na capital baiana, que transforma a percepção sobre peças reutilizadas, através da produção de moda criativa e artística.
Com o objetivo de continuar o legado na moda e movimentar as ruas da capital baiana, o Poppy Bazaar realiza no domingo (18) mais uma edição do desfile Poppy Bazaar, desta vez com o tema voltado a produções para ao Afropunk, maior festival de música preta do Brasil.
A partir de um casting aberto ao público, com o objetivo de abraçar o maior número de pessoas que estão alçando os primeiros voos no mundo da moda, foram escolhidos diversos modelos que irão desfilar looks, produzidos a partir de peças reutilizadas que podem ser encontradas no acervo do Poppy.
De outubro ao início do mês de novembro, quando acontece o Afropunk, vários stylists estarão no Poppy para ajudar clientes a escolher peças e montar looks para curtir os dois dias do evento, que acontece na primeira semana de novembro, no dias 7 e 8, fazendo parte do mês do Novembro Capital Afro.
“A gente tem história para contar, a mente criativa, o nicho escolhido do Poppy nasceu de um desfile que a gente participou mil antigamente e bolinhas de um acaso, se é que a gente acredita em acaso, eu acredito em destino, em retorno, no universo. Então é com esse entusiasmo que eu quero convidar vocês para mais uma edição do desfile Poppy, dessa vez apresentando a nossa coleção do Afropunk, porque nós desenvolvemos peças autorais só para esse festival, e é isso que faz o Poppy ser diferente”, diz Cristiane Freitas, fundadora do espaço.
Ainda para Cristiane, o Poppy ultrapassa o conceito de brechó, mas representa um “movimento”. “Temos uma equipe, um collab, eu vivo de parcerias incríveis, isso aqui é um mecanismo com engrenagens que funcionam muito bem juntas”, descreve.
O que é o Poppy Bazaar?
Criado em 2021, o Poppy Bazaar, além de comercializar peças, tem como propósito desmistificar um conceito antiquado do que é um brechó. “Lugar de brechó não é só na rua, em balaios, lugar de brechó é onde quisermos estar, a partir de produção de moda e conceito artístico”, disse Cristiane, no último desfile do Poppy Bazaar, que aconteceu em agosto de 2026.
A loja localizada no castal postal de Salvador, o Porto da Barra, ou Portinho, para os íntimos, traz uma collab com seis brechós. São eles: Ginger Brechó, Meus Botões Brechós, com uma curadoria de peças vintage; Ateliê do Braga, que produz peças, sobretudo camisas pintadas a mão, Nkali Brechó, Brechó Cirandeiras e Brechó Miga Loka Desapega.
No espaço é possível encontrar peças, acessórios, sapatos, bolsas, além de peças autorais, dos brechós que participam da collab, a partir de uma curadoria cuidadosa.
Serviço
O quê: Desfile Poppy Bazaar (Tema: Afropunk)
Onde: Porto da Barra
Quando: 8 de outubro (domingo), às 16h
Quanto: gratuito e aberto ao público

