Donald Trump chama discurso de Spike Lee de ‘crítica racista’

    Em sua fala ao receber o Oscar 2019, cineasta negro pediu para americanos se mobilizarem na próxima eleição em "campanha contra o ódio"

    Foto: Montagem/Bahia.ba

    Vencedor do prêmio de melhor roteiro adaptado pelo filme “Infiltrado na Klan” no Oscar 2019, o diretor Spike Lee elevou o tom em seu discurso ao receber a sua primeira estatueta e incomodou o presidente norte-americano Donald Trump. O barulho foi tanto, que Trump chegou a chamar a crítica de Lee de “racista” e garantiu que fez mais para os “afro-americanos do que qualquer outro político:

    “Seria legal se Spike Lee pudesse ler suas anotações, ou melhor ainda, não ter que usar anotações ao fazer sua crítica racista ao presidente, que fez mais pelos afro-americanos (Reforma da Justiça Criminal, Desemprego mais baixo da história, cortes fiscais) do que quase qualquer outro.”

    No discurso, o cineasta conhecido pelo filme “Malcom X” (1992) e “Faça a coisa certa” (1989), alertou para a chegada das eleições de 2020. Ele apelou para que as pessoas fiquem “do lado certo da história” e escolham entre o “amor” e o “ódio”. Antes, contou parte da sua trajetória de vida e enalteceu a avó, que trabalhou a vida inteira para financiar o seu curso de cinema.

    “[…] Vamos reganhar nosso amor e sabedoria, vamos reganhar nossa humanidade. Vai ser um momento poderoso. A eleição presidencial de 2020 está virando a esquina. Vamos nos mobilizar. Vamos ficar do lado certo da história. Fazer a escolha moral entre amor e ódio. Vamos fazer a coisa certa! Você sabem que eu tinha que falar isso aqui”, disse ele.