Em estreia como cineasta, D2 mantém crítica social

    O artista, que escreveu sobre violência policial, desigualdade e o problema da guerra às drogas, lança primeiro filme como diretor, com atuação do filho Stephan

    Foto: Reprodução/Instagram

    Às vésperas das eleições, o artista Marcelo D2 mantém o tom crítico na sua estreia como cineasta em “Amar é para os fortes”, lançado nesta quinta-feira (30) na internet. O curta-metragem, que tem atuação pelo seu filho mais velho Stephan, conta a história de um jovem da periferia que vê na arte a possibilidade de seguir um caminho oposto ao da criminalidade.

    “Não vamos nos alimentar com ódio e nos deixar influenciar por candidatos que querem ganhar poder através do medo, das religiões e que querem, na verdade, distribuir arma. Em 2018, ainda tem gente racista, homofóbica, machista… Chega, cara! Isso é ridículo! Vamos compartilhar amor “, defende o vocalista do Planet Hemp.

    Se através das suas composições D2 lutou pela legalização da maconha, ele afirma que enxerga o seu uso com naturalidade, ao comentar como os jovens são retratados no filme:

    “Pra mim, é mais natural fumar do que beber”, disse D2 que nega que a produção retrate o jovem de forma estereotipada. O curta metragem é gravado, em sua maior parte, na favela Tavares Bastos, no Catete, no Rio de Janeiro. O filme de 32 minutos mostra o cotidiano das famílias que precisam lidar com trocas de tiros o uso de maconha.

    Foto: Divulgação
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