Em turnê de despedida, Samuel Rosa promete retorno do Skank a Salvador

    O grupo fez uma viagem no tempo com canções dos CDs Calango (1994), Samba Poconé (1996), Cosmotron (2003), Carrossel (2006), Maquinarama (2000) e Velocia (2014)

    Foto: Diego Ruahn

    A “Saideira” do Skank pode não ser a derradeira. As chances do público baiano de assistir a um show do grupo mineiro, que no último sábado (7) apresentou a turnê de despedida na Concha Acústica do TCA, em Salvador, são grandes. Pelo menos é o que garante Samuel Rosa, vocalista da banda.

    Durante a apresentação, o cantor deixou claro que a despedida não é para sempre e prometeu um retorno a capital baiana. “Tenho certeza de que ainda vamos fazer outro grande show aqui em Salvador. O Skank vai encerrar um primeiro ciclo. Não é um final, vamos retomar mais pra frente”.

    Com ingressos esgotados, a banda que tem na bagagem 30 anos de história, deu início ao show com um dos clássicos que já embalou muito romance por aí, seja dentro das telinhas ou na vida real, a música Dois Rios. “Os ingressos estão esgotados, mas nós não”, brincou o mineiro que ainda se mostrou encantado ao ver cada espaço da Concha preenchido.

    A turnê teve início em terras baianas, na sexta-feira (6) em Feira de Santana, e deu segmento em Salvador. Segundo Samuel, que interagiu bastante com o público, a ideia da turnê de despedida é misturar o repertório e levar para os fãs um show diferente em cada cidade que passar.

    Algumas músicas ficaram de fora do repertório, pode ter acontecido um “Esquecimento”, por parte da banda? Samuel Rosa explicou “Sutilmente”, antes mesmo de qualquer questionamento: “Não vamos cantar sempre as mesmas coisas, mas algumas não podem deixar de estar no nosso repertório”.

    Foto: Diego Ruahn
    Foto: Diego Ruahn

     

    O grupo fez uma viagem no tempo com canções dos CDs Calango (1994) como Esmola, Pacato Cidadão, O Beijo e a Reza, o clássico Jackie Tequila, nesta Samuel se jogou nos braços do público para cantar o reggae.

    Embalou as torcidas do Bahia e Vitória com o hit Uma Partida de Futebol e Tão Seu do Samba Poconé (1996). Fez o público vibrar com Vou Deixar, do Cosmotron (2003).

    E não esqueceu dos sucessos Mil Acasos, Balada do Amor Inabalável, Ainda Gosto Dela, Ela Me Deixou dos álbuns Carrossel (2006), Maquinarama (2000) e Velocia (2014) e a recém lançada Algo Parecido, dos Três Primeiros (2019), na qual a banda se deixou levar pela emoção de ver a Concha Acústica inteira no mesmo tom com a música na ponta da língua.

    O clima de nostalgia foi do início ao fim do show, e se no palco a banda mostrava entrosamento e felicidade ao tocar para os baianos, Lelo Zaneti e seus pulos a cada troca de acorde que o diga, o público respondia da melhor forma possível, vibrando e cantando até mesmo o toque da guitarra de Doca Rolim, ou a batendo palma no ritmo do solo de bateria de Haroldo Ferretti, sem esquecer é claro da dupla função de Henrique Portugal, que além do teclado animava o público do lado esquerdo do palco.

    Para a despedida, a banda preparou um bis com uma das músicas mais pedidas durante todo espetáculo: Resposta. E com um gostinho de quero mais, misturado com uma sofrência súbita, o público baiano viu o Skank dar adeus. Ou melhor, um até logo, Samuel, estamos contando com o retorno tá?

    O Skank ainda apresenta a turnê de despedida em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e em algumas cidades os ingressos já estão esgotados.