Espetáculo em homenagem a Belchior chega à CAIXA Cultural em abril

    “Amar e Mudar as Coisas – Belchior 80” reúne Marisa Orth, Buhr e Taciana Barros em tributo ao cantor

    Foto: José de Holanda/ Divulgação

    A CAIXA Cultural Salvador recebe, entre os dias 17 e 19 de abril, o espetáculo Amar e Mudar as Coisas – Belchior 80, estrelado por Marisa Orth, Buhr e Taciana Barros. Inspirado nos versos do álbum Alucinação, o projeto celebra a obra de Belchior, que completaria 80 anos em 2026.

    A temporada em Salvador conta com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil. Os ingressos, a partir de R$ 15, estarão disponíveis a partir do meio-dia de 7 de abril, na plataforma Sympla.

    Em cartaz pela primeira vez na Bahia, o espetáculo apresenta três noites de shows com repertório de 15 canções, incluindo clássicos como Sujeito de Sorte, A Palo Seco, Como Nossos Pais, Velha Roupa Colorida e Apenas um Rapaz Latino-Americano. A proposta mistura música ao vivo, releituras autorais e trechos narrativos que percorrem a trajetória artística e poética do compositor.

    A montagem toma como ponto de partida a canção Alucinação (1976) e revisita quase uma década de pesquisa dedicada à obra de Belchior. Sucesso de público e crítica, o projeto circula pelo estado de São Paulo desde 2017, foi adaptado durante a pandemia em 2020 e agora chega a Salvador em uma edição especial em homenagem aos 80 anos do artista.

    No palco, Marisa Orth assume os vocais, Buhr fica responsável pela voz e percussão, e Taciana Barros canta e toca guitarra e piano. O espetáculo conta ainda com Estevan Sinkovitz nos violões e guitarras e Zéli Silva no baixo acústico. As músicas são intercaladas por textos biográficos e literários assinados pelo jornalista Jotabê Medeiros, autor da biografia Apenas um Rapaz Latino-Americano (2017).

    Idealizado por Taciana Barros, o projeto nasceu de uma pesquisa aprofundada sobre a obra de Belchior, buscando preservar a essência das gravações originais ao mesmo tempo em que propõe novas leituras e arranjos. A montagem destaca a atualidade do pensamento do artista, marcado por crítica social, inconformismo e poesia.

    Para Marisa Orth, o espetáculo representa um encontro artístico e afetivo que se fortaleceu ao longo dos anos. “‘Amar e Mudar as Coisas’ é um dos grandes presentes que recebi na carreira. Era para ser um show com poucas apresentações, mas só cresceu e encantou. Nosso compromisso é com a obra do Belchior”, afirma.