Morre Ettore Zuim, voz brasileira de Batman, aos 66 anos

    Dublador também marcou personagens como Hércules e Príncipe Encantado ao longo de mais de 40 anos

    Foto: Reprodução / YouTube

    O ator, diretor e dublador carioca Ettore Zuim morreu nesta sexta-feira (4), aos 66 anos. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Dubladores. A causa da morte não foi divulgada.

    Zuim convivia com problemas de saúde desde 2023, quando foi diagnosticado com Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), condição que compromete o fluxo sanguíneo, principalmente para os membros. Apesar disso, não há confirmação de relação entre a doença e a morte.

    Com mais de 40 anos de carreira, o dublador ficou conhecido por emprestar a voz brasileira ao Batman vivido por Christian Bale na trilogia dirigida por Christopher Nolan. Ele também interpretou o personagem em produções ligadas aos universos de Batman: Arkham e Injustice: Gods Among Us.

    Entre outros trabalhos de destaque estão Hércules, da Disney, o Príncipe Encantado, da franquia Shrek, Patrick Bateman, de Psicopata Americano, John Connor, de O Exterminador do Futuro: A Salvação, Gil, de Meia-Noite em Paris, Ozai, de Avatar: A Lenda de Aang, e Dracule Mihawk, de One Piece.

    Ettore Zuim: carreira além da dublagem

    Além de atuar diante dos microfones, Ettore também trabalhou como diretor e professor de dublagem, contribuindo para a formação de outros profissionais da área.

    Na década de 1990, participou ainda da versão brasileira de novelas mexicanas. Entre os trabalhos estão Vovô e Eu, em que dublou um dono de circo, e Maria Mercedes, dando voz ao personagem Ricardo, interpretado por Rafael del Villar.

    Em entrevista ao canal Cine Multiverso, em 2023, Ettore falou sobre suas preferências profissionais e revelou gostar mais de interpretar antagonistas.

    “Gosto de fazer vilões. Herói não tem tanta graça”, afirmou.

    Na mesma conversa, contou que não tinha o hábito de assistir às produções depois de dublá-las.

    “Não gosto muito de ver e ouvir. Não fico lambendo a cria. Gosto é de fazer. Tenho que fazer bem, seja um personagem pequeno ou um protagonista. Não existe fazer de má vontade”, declarou.