‘Fomos expulsos por radialista em Aracaju’: É o Tchan lembra retorno penoso

    Um dos maiores fenômenos de vendas da história da indústria fonográfica no Brasil, o grupo voltou a fazer sucesso após mais de uma década parado

    Foto: Divulgação

    O sucesso do retorno da banda É o Tchan, um dos maiores fenômenos da indústria fonográfica brasileira, já é um fato consumado. Após mais de 10 anos parados, o grupo de Beto Jamaica e Compadre Washington emplacou “Bota a Cara no Sol” no Carnaval 2016 e aposta este ano em “Coroa vs Novinha” – com direito a Sheila Mello no clipe. A agenda do Tchan está lotada, assim como ficam os locais onde se apresentam.

    Porém, engana-se quem achar que a empreitada de pavimentação dessa nova estrada foi fácil: “No início foi complicado, tocávamos pra ninguém, casa vazia”, disseram os cantores, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (31).

    Além das casas vazias, os artistas tiveram que enfrentar ainda a arrogância de certos profissionais de imprensa. “No início as pessoas diziam, ih rapaz, esses caras estão mortos. Fecha o caixão!”, afirma Beto. E Washington completa: “Teve uma rádio que nós fomos fazer, em Aracaju, que o cara disse assim: ‘Tira esses caras daqui porra!’.

    Beto detalha a história: “A gente estava na sala de espera, quando o cara chegou, com aquela marra: ‘Vocês estão vivos ainda? Ainda existe isso aí? Vai falar aqui não’. E botou a gente pra fora. Tem sete anos isso…”. “A gente aí saiu de fininho, né?”, encerra o Compadre Washington.

    No mesmo relato, os artistas fizeram questão de ressaltar a importância do empresário Milton Menezes nesse processo todo: “Foi ele que segurou o tchan da gente. Forçou o retorno, acreditou de verdade”.