Internautas pedem intervenção de Kim Kardashian em decisão de Trump

    "Eu não sei o que faria se fossem as minhas crianças”, comentou a celebridade, que recentemente conseguiu ajudar uma mulher vítima do sistema carcerário americano

    Imagem: Divulgação.

    Após a decisão polêmica do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de separar os filhos dos imigrantes ilegais, enviando-os a centros de detenção, muitas celebridades se sensibilizaram, emitindo suas opiniões contra a separação de famílias na fronteira. Uma delas foi Kim Kardashian, que recentemente conseguiu ajudar uma detenta, vítima do sistema carcerário americano.

    Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (21) ao canal de TV KTLA, a estrela abriu o jogo e criticou a decisão do presidente. “Eu acho que isso é de partir o coração. Eu não sei o que faria se fossem as minhas crianças”, comentou. Por conta do sucesso obtido por ela junto à Trump, na libertação de Alice Johnson, um considerável número de internautas começou a pedir a Kim que intervisse novamente numa questão política.

    A filha de Kris Jenner, no entanto, ressaltou que não se tratava de algo fácil. “Eu vejo algumas pessoas me mandando mensagens no Twitter sobre isso do tipo ‘Você pode ajudar?’. Eu não trabalho para a Casa Branca. Não tenho nenhuma influência lá. Eu sempre fui muito aberta e honesta com as coisas e medidas com as quais eu não concordava, sempre fui muito honesta sobre isso, desde o início, com toda a equipe da Casa Branca. Eu estava realmente focada no caso de Alice Johnson e da reforma carcerária, eu adoraria ajudar nesse outro caso. Se tivesse algo que eu pudesse fazer, eu faria, obviamente, mas eu não tenho esse poder”, desabafou.

    Horas depois da declaração de Kim e do choro da jornalista Rachel Maddow ao falar sobre o caso, Donald Trump cedeu ás múltiplas pressões e voltou atrás na sua decisão. De acordo com anúncio feito pelo próprio na Casa Branca, uma ordem executiva foi assinada, autorizando os pais de ficarem juntos de suas crianças.

    Até o momento, no entanto, o acordo é válido apenas para novos casos, o que segue gerando tensões no governo norte-americano.