Jau é impedido de entrar em restaurante de Salvador: ‘Lugar racista’

    Artista e equipe denunciaram ato do Restaurante Sette como racismo

    Foto: Reprodução/Instagram

    O cantor Jau gravou um vídeo na noite desta quinta-feira (03), afirmando que ele e sua equipe foram impedidos de entrar no Sette Restaurante, localizado no bairro da Barra, em Salvador. O compositor questionou o comportamento do estabelecimento e denunciou como um ato de racismo.

    “Minha gente, com toda humildade do planeta terra, eu acho que um cidadão vestido dessa forma pode entrar em qualquer ambiente, independentemente da cor dele. Vestido dessa forma só pode ser barrado no ambiente se houver algum problema racial, se houver algum problema de índole ou se houver algum problema com essa pessoa, que não é meu caso, eu ainda sou artista da terra. Eu fui ao restaurante Sette, fui barrado, impedido de entrar porque estava vestido assim”, inicia o cantor.

    Ainda no vídeo, o artista insiste que o problema não estava relacionado às suas vestimentas. 

    “Não era a indumentária. Faltava-me talvez olhos azuis e cabelos louros. Não os tenho, não culpo quem os tem, não os quero ter, mas preciso da minha liberdade de ir e vir. E hoje o restaurante Sette foi preconceituoso comigo e com minha equipe, não deixando a gente adentrar o espaço. Não é um lugar democrático, não é um lugar frequentável, é um lugar racista”, afirmou Jau.

    Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (03), o Sette Restaurante emitiu um comunicado negando ter sido racista com o artista. 

    “Vale esclarecer que o segurança da casa informou ao acompanhante de Jau que o restaurante adota um código de vestimenta formal, inclusive mostrando placa afixada na porta do estabelecimento”, inicia a nota. 

    O estabelecimento ainda afirmou que as roupas usadas pelo artista e pela equipe não estavam de acordo com as normas adotadas no local. 

    “Em imagens capturadas pelas câmeras de segurança do Sette, vê-se claramente que o acompanhante do cantor não estava usando vestimentas de acordo com o dress code estabelecido (usava bermuda), bem como chapéu utilizado pelo artista, motivos estes que levaram o segurança a informá-lo da necessidade de adequação para acesso ao local.”

    O restaurante afirmou que abomina qualquer ato racista e reforçou que a situação foi ocasionada “apenas” pelo dress code. 

    “O Sette Restaurante esclarece que abomina qualquer ato racista ou discriminatória, prezando por sua conduta democrática e inclusiva, e reforça que apenas existe um dress code para ingresso na casa”, conclui.