Julio Iglesias se manifesta após acusação de agressão sexual e tráfico humano

    Cantor espanhol foi denunciado ex-funcionárias Ministério Público da Espanha

    Foto: Reprodução/Getty Images

    Julio Iglesias decidiu se manifestar publicamente após ter o nome envolvido em denúncias graves feitas por duas ex-empregadas que trabalharam em propriedades fora da Europa. Aos 82 anos, o cantor espanhol usou as redes sociais nesta semana para negar qualquer envolvimento em crimes de agressão sexual, coerção ou tráfico de seres humanos.

    O posicionamento foi divulgado por meio de um comunicado publicado em seu perfil no Instagram, marcando a primeira declaração direta do artista desde que o caso veio à tona:

    “Com profundo pesar respondo às acusações realizadas por duas pessoas que anteriormente trabalharam na minha casa. Nego ter abusado, coagido ou faltado ao respeito a uma mulher”, escreveu.

    No texto, Iglesias também deixou claro que pretende enfrentar o caso judicialmente e afirmou estar disposto a defender sua reputação.

    “Ainda me restam forças para as pessoas conhecerem toda a verdade e defender a minha dignidade perante uma ofensa tão grande”, completou.

    De acordo com informações da revista Hola!, pessoas próximas ao cantor afirmam que ele já está organizando sua estratégia de defesa e demonstra confiança de que as acusações serão esclarecidas ao longo do processo.

     

    Relembre o caso

    As denúncias foram protocoladas no dia 5 de janeiro no Ministério Público da Audiência Nacional da Espanha e contam com acompanhamento jurídico da ONG Women’s Link, que representa as duas mulheres. Segundo a entidade, os supostos crimes teriam ocorrido entre janeiro e outubro de 2021, em imóveis ligados ao artista localizados na República Dominicana e nas Bahamas.

    Entre os relatos apresentados estão acusações de agressão sexual, assédio, intimidação, lesões físicas e violações de direitos trabalhistas. As denunciantes também apontam práticas que podem ser enquadradas como tráfico de seres humanos, incluindo trabalho forçado e condições abusivas. Julio Iglesias é citado como principal responsável, com possível participação de funcionárias ligadas à administração das residências.

    O Ministério Público espanhol informou que as mulheres serão ouvidas em uma fase inicial de investigação pré-processual. Elas receberam status de testemunhas protegidas, e, após essa etapa, a promotoria decidirá se o caso avançará formalmente para a Justiça.

    Repercussão internacional

    O caso ultrapassou fronteiras. Além da atuação da Women’s Link, a Anistia Internacional Espanha anunciou apoio às denunciantes e defendeu que as acusações sejam apuradas com rigor. Os relatos vieram a público após uma investigação jornalística que durou três anos, conduzida pelo jornal elDiario.es em parceria com a emissora norte-americana Univision Noticias.

    Por possuir nacionalidade espanhola, Julio Iglesias pode ser investigado pela Justiça da Espanha mesmo que os supostos crimes tenham ocorrido fora do país. O caso segue em apuração e continua gerando repercussão internacional.