Menos é Mais mira legado e fala de relação com Salvador

    Ao Bahia.BA, grupo falou sobre sucesso do Churrasquinho, sequência de hits e retorno à capital baiana

    Foto: @ribeiroricardo / Divulgação

    O que começou com uma roda de pagode, churrasco e clima de encontro entre amigos se transformou em um dos principais projetos do Menos é Mais. Com quase 300 mil pessoas reunidas em quatro edições, o “Churrasquinho” ganhou o Brasil sem abandonar, segundo o grupo, a essência que deu origem ao projeto.

    Em entrevista ao Bahia.BA, Duzão, Goes, Paulinho e Ramon falaram sobre o crescimento da label, a sequência de sucessos vivida pelo grupo e a relação com Salvador, cidade que receberá o Churrasquinho pela terceira vez, no dia 9 de janeiro de 2027, no Parque de Exposições.

    Para Paulinho, a dimensão alcançada pelo projeto não estava nos planos quando o Churrasquinho começou. Foi a resposta do público, especialmente após a repercussão do medley de “Melhor Eu Ir”, que fez o grupo perceber que a ideia poderia ir além de uma roda de pagode.

    “Isso é muito legal porque não foi intencional. A roda de pagode, a vibe do churrasco na laje e esse clima descontraído é a essência do Menos é Mais desde sempre. No primeiro Churrasquinho, com o medley de ‘Melhor Eu Ir’ viralizado e o pessoal pedindo tanto por essa festa, essa experiência, foi começando a cair a ficha do quanto o público abraçou o Churrasquinho do Menos é Mais”, contou.

    Salvador e a relação com o pagode

    A próxima passagem pela capital baiana terá um significado especial para o grupo. Além de marcar a terceira edição do projeto na cidade, Salvador será responsável por encerrar a sequência da turnê que iniciou em 2026.

    Duzão reconhece que subir ao palco em uma cidade com uma relação tão própria com o pagode muda a experiência. Para o vocalista, a participação dos baianos durante os shows é uma das características que mais chamam a atenção do grupo.

    “Salvador, a terra do pagode baiano. É sempre um prazer estar em Salvador. A energia do público é algo encantador, com todos cantando, dançando e interagindo com a gente do início ao fim, sem perder a energia por um segundo. É lindo”, afirmou.

    Mesmo diante de milhares de pessoas, a intenção é preservar justamente o ambiente de proximidade que ajudou a transformar o Churrasquinho em uma marca do Menos é Mais. Segundo Ramon, parte disso acontece ao colocar o público dentro da construção do próprio show.

    “O olho no olho, a interação, deixar o público fazer parte do show, e não ser espectador, mas o anfitrião, ajudando na seleção da setlist, de como tudo é conduzido. A gente tem essa proximidade e consegue compartilhar sentimentos com todos ali, então acho que é isso”, explicou.

    Sucessos sem olhar para os números

    O crescimento do Churrasquinho acompanha um momento de forte projeção do Menos é Mais. Músicas como “P do Pecado”, “Coração Partido” e “Pela Última Vez” ganharam espaço nas plataformas digitais, festas e redes sociais, ampliando o alcance do grupo para além do público que já acompanhava o pagode.

    Apesar da sequência de hits, Goes afirma que os números não determinam o processo criativo do grupo. Segundo ele, até mesmo a proporção alcançada pelas músicas surpreendeu os integrantes.

    “Todas elas. A gente nunca olhou pros números e a preocupação sempre é manter a essência do Menos é Mais e fazer um trabalho que a gente olha e ama, porque assim sabemos que outras pessoas também vão se identificar e abraçar”, disse.

    A expectativa criada em torno de cada novo lançamento também não mudou, segundo o músico, a forma como o grupo escolhe o que apresenta ao público.

    “Nossa preocupação não são os números, mas a qualidade do projeto, do single, de tudo o que é apresentado. Os números são só uma consequência, mas nosso objetivo mesmo é entregar uma música de qualidade, que gere identificação e que transmita nossa essência”, completou Goes.

    Convidados surpresa e planos para o futuro

    Outra característica que acompanha o Churrasquinho são as participações especiais. Para a edição de Salvador, os nomes permanecem em segredo, e Duzão também não entregou se o público pode esperar algum encontro com representantes da música baiana.

    “A gente precisa sentir que a pessoa tem a mesma vibe que a gente. Precisa rolar essa conexão, e aí é sucesso”, resumiu.

    Depois de levar o projeto para diferentes cidades do país e consolidar uma sequência de sucessos, o Menos é Mais já olha para o que pretende construir nos próximos anos. Para Paulinho, mais do que estabelecer um destino específico para o grupo, a intenção é fazer com que o trabalho permaneça.

    “Nosso objetivo é construir um legado com o Menos é Mais e o Churrasquinho, deixar a nossa marca, respeitando sempre nossa essência, as pessoas que nos acompanham e dando o melhor de nós a cada dia. Onde nós levarmos o nome do Menos é Mais vai ser só uma consequência desse trabalho feito com dedicação”, afirmou.

    Em Salvador, o Churrasquinho do Menos é Mais acontece no dia 9 de janeiro de 2027, no Parque de Exposições. O evento contará com Arena Skol, Área VIP e setor Open Bar, além das participações surpresa que serão anunciadas pela produção. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Ingresse.