A influenciadora Mariana Nóbrega, conhecida como Maqui, chamou atenção nas redes sociais após compartilhar uma sequência de testes feitos com a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. Nos registros, ela questiona o comportamento do sistema ao tentar gerar imagens relacionadas aos candidatos à Presidência.
Inicialmente, Maqui pediu que a inteligência artificial criasse um pôster escrito “Lula 13”. Como resposta, a ferramenta informou que não havia conseguido gerar a imagem solicitada. Ao perguntar o motivo, a influenciadora recebeu como explicação que teria ocorrido um bloqueio automático.
“Foi um bloqueio automático do sistema de geração de imagens, então não consegui criar esse pôster em formato de imagem agora”, respondeu a Meta AI.

Maqui insistiu e perguntou de onde teria partido a restrição. “É uma verificação interna do próprio gerador de imagens. Quando ele bloqueia, eu não recebo o detalhe do motivo, só que não posso gerar aquela imagem”, informou a ferramenta.
A situação chamou ainda mais atenção após a influenciadora fazer um novo teste. Desta vez, ela pediu um pôster com a frase “Flavio 22”, e a imagem foi gerada normalmente.

Maqui faz novos testes com Lula
Na sequência, a influenciadora tentou entender se o bloqueio estava relacionado ao número ou ao nome do candidato. Ao pedir uma imagem escrita “MAQUI VOTA 13”, a Meta AI conseguiu gerar o pôster. No entanto, novos comandos associando diretamente o voto ao nome de Lula, como “MAQUI VOTA NO LULA” e “MAQUI VOTA EM LUIZ INÁCIO”, voltaram a ser recusados.

Os testes levaram Maqui a questionar publicamente se havia um tratamento diferente entre os candidatos dentro da ferramenta.
O bahia.ba procurou a influenciadora para obter mais detalhes sobre os testes e saber se ela havia repetido as tentativas em outros momentos ou dispositivos. Até a publicação desta matéria, ela não havia respondido.
Meta explica bloqueios em imagens eleitorais
Procurada pelo bahia.ba, a Meta afirmou que implementou restrições temporárias na geração de imagens relacionadas a candidatos por causa das regras eleitorais brasileiras.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, informou a empresa, em nota enviada ao bahia.ba.
A resposta indica que a restrição deveria atingir pedidos envolvendo candidatos de forma geral, independentemente do nome ou número eleitoral utilizado.
Nos registros publicados por Maqui, no entanto, o comportamento da ferramenta não foi uniforme: enquanto algumas solicitações relacionadas diretamente a Lula foram bloqueadas, o pedido com “Flavio 22” chegou a resultar em uma imagem.
A Meta não detalhou, no posicionamento oficial enviado à reportagem, por que o comando envolvendo Flávio Bolsonaro foi processado enquanto pedidos semelhantes relacionados a Lula foram recusados.

