‘Nós brasileiros temos que ser menos egocêntricos’, diz Carlinhos Brown

    O artista, que participou da apresentação do livro "Somos Ibero-américa: 25 anos de Cúpulas Ibero-americanas", defendeu maior proximidade do país com os vizinhos

    Foto: Reprodução / GShow
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    Carlinhos Brown, que se apresentou no último final de semana na World Pride Madrid, falou em entrevista à Agência EFE sobre o isolamento cultural do Brasil, fortemente motivado pela diferença de idiomas.

    Ao defender que a Ibero-América é “uma oportunidade para o Brasil”, o artista, que participou da apresentação do livro “Somos Ibero-américa: 25 anos de Cúpulas Ibero-americanas”, disse que é “importante que as línguas espanhola e portuguesa encontrem um caminho comum”.

    Ainda sobre o fechamento do Brasil às culturas vizinhas, Brown reflete: “É um país que agora está escutando ‘Despacito’ porque o reggaeton é um sucesso no mundo todo, mas não sabe quem são, por exemplo, os cubanos Chano Pozo e Celia Cruz. Conhece pouco dos ‘hermanos’ da Argentina; do candombe do Uruguai, das marimbas da Colômbia ou da cultura andina”.

    Propositivo, o Carlito Marrom aponta a Ibero-América como uma oportunidade para o país se “reeducar”, perceber a proximidade com os vizinhos e “evoluir em conjunto”. “Temos que ser mais abertos e ser menos egocêntricos”, disse ele, ao destacar que a sociedade brasileira tem que valorizar mais o passado de sua população com culturas como a africana e a árabe.